Descrição de chapéu Obituário Francisco Alberto Azevedo Medeiros (1948 - 2019)

Mortes: Diretor de teatro, inspirava pelo rigor e pela alegria

Francisco Alberto Azevedo Medeiros deixou um legado ao teatro, à música e dança

Patrícia Pasquini
São Paulo

O desafio foi a marca mais forte da trajetória profissional do diretor teatral Francisco Alberto Azevedo Medeiros, o Chiquinho. O câncer na próstata com metástases tirou de cena esse paulistano que assinou montagens marcantes do teatro, da dança e até de óperas. 

“Sempre com rigor, ele instigava e desafiava o tempo inteiro com novas propostas. No meio de uma noite, em uma das suas internações, ele acordou com um novo espetáculo em mente”, conta seu companheiro por 30 anos, o ator Plínio Soares, 65. 

Francisco Alberto Azevedo Medeiros, o Chiquinho
Francisco Alberto Azevedo Medeiros, o Chiquinho - Arquivo pessoal

Paulistano, Medeiros aproveitou bem cada fruto proporcionado pelos desafios —reconhecimento e prêmios, como por exemplo, o Molière por “Artaud, O Espírito do Teatro”, de José Rubens Siqueira, com os atores Elias Andreato e Giuseppe Oristanio, e “Depois do Expediente”, com a atriz Ileana Kwasinski, que conquistou o Molière de interpretação. 

Fora dos palcos, Medeiros compartilhava seu conhecimento com os alunos do curso de comunicação das artes do corpo, da PUC (Pontifícia Universidade Católica), do qual era também diretor.
A alegria com a qual levava a vida lhe rendeu o apelido “colibri em êxtase” por parte dos amigos. O seu sorriso representava toda a generosidade e o amor que emanava. 

“O sorriso o levava para dentro de cada um. Chiquinho era muito querido. Ele deixou sua semente e um pouco da importância de ser ator em todas as pessoas. Especialmente para mim, Chiquinho ensinou também a não deixar nada para o dia seguinte e nem para trás”, diz Plínio.

Chiquinho deixa o companheiro e uma irmã.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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