Descrição de chapéu Obituário Zélia Maria Pinheiro Peixoto (1946 - 2018)

Mortes: Comprometida, foi referência no estudo e combate à raiva

Apreço pelos animais contribuiu para escolha da medicina veterinária

Senhora com óculos sentada em mesa
Zélia Maria Pinheiro Peixoto - arquivo pessoal
São Paulo

O apreço pelos animais contribuiu para que Zélia Maria escolhesse cursar medicina veterinária em Fortaleza, mas foi na pesquisa que ela se realizou profissionalmente.

No início da década de 1970, a jovem nascida em Jaguaretama (CE) migrou para São Paulo para iniciar a carreira. Não demorou muito para conseguir a primeira oportunidade, como estagiária no Instituto Biológico de São Paulo.

Já efetivada, passou a se envolver com o serviço de diagnóstico da raiva. Queria muito reduzir o mal que acomete populações mais vulneráveis. Também se especializou no diagnóstico da doença em humanos e produziu reagentes e vacinas.

Zélia Maria não era muito de falar, mas estava sempre de bom humor e não deixava problemas pessoais interferirem no seu trabalho.

“Ela tomava cuidado para fazer um trabalho muito correto e gostava de disseminar o conhecimento. Treinou pesquisadores no país inteiro e fazia questão de ensinar todos os detalhes para garantir a melhor aplicação”, disse Ivanete Kotait, amiga e colega de trabalho.

Zélia foi discípula de Moacyr Rossi Nilsson, um dos mais conceituados virologistas veterinários do Brasil, e trabalhou até depois da aposentada. Foram 46 anos de dedicação ao serviço público, que incluiu orientação a inúmeros estudantes e amigos em pesquisas.

Nos últimos anos lutava contra um câncer no intestino, que acabou atingindo outros órgãos. Morreu no dia 10 de setembro, aos 72 anos. Deixa dois filhos e uma neta.

Sua missa de sétimo dia será realizada nesta segunda (17), às 20h, na igreja São Judas Tadeu, na avenida Jabaquara, 2.682, Jabaquara.
 


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