Descrição de chapéu Coronavírus

Empresas fazem doações para fortalecer a rede pública de saúde

Hospitais são beneficiados pela iniciativa privada, que já doou R$ 4,6 bilhões segundo o Monitor das Doações

São Paulo

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira (9) uma doação de 200 mil máscaras do tipo PFF2/N-95, importante equipamento de proteção individual para profissionais de saúde. Os itens foram cedidos pela Alliance Respiradores, empresa paulista que utiliza um material mais fino e eficiente do que os existentes no mercado.

Com sede e fábrica localizadas em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, a Alliance Respiradores também contribuiu na última semana com 20 mil máscaras ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

O produto possui tecnologia diferenciada, pesam menos e trazem mais conforto para quem as usa. São duas camadas internas acopladas, sendo uma manta filtrante do tipo “Melt-Blown” e a outra feita para evitar incômodos, como coceira, pelos usuários.

A doação faz parte de uma campanha da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg), junto à indústria brasileira de Equipamento de Proteção Individual (EPI), que está reunindo diversas empresas doadoras.

As 200 mil máscaras fornecidas pela Alliance, instituição com maior quantidade de doações nesta ação, serão fracionadas em quatro lotes mensais de 50 mil itens entregues em junho, julho, agosto e setembro.

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, anuncia mais uma etapa do programa de ações de combate à Covid-19 que tem posto em prática.

Desde abril, o BTG Pactual ampliou o apoio de seis para 20 hospitais, que receberam mais de 1.300 itens, como ventiladores pulmonares (popularmente conhecidos como respiradores), leitos de UTI, equipamentos de proteção individual (EPI), monitores cardíacos, álcool em gel e kits de higiene.

O Hospital São Paulo, hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo (HSP/HU Unifesp), inaugurou 31 leitos de UTI para o atendimento aos pacientes com coronavírus.

A iniciativa é um esforço coordenado entre as empresas BTG Pactual –que lidera o projeto—, Arteris, Eurofarma e Península. Juntas, doaram R$ 3,5 milhões destinados especificamente para esta ação de combate à Covid-19.

O susto inicial por conta da pandemia deu lugar a uma corrente de iniciativas do Grupo Calzedonia. Além das ações emergenciais na Itália, seu país natal, com a doação de milhares de jalecos médicos e máscaras, a companhia também promove ações de apoio no Brasil, onde está presente em todos os estados com as marcas Intimissimi (lingerie e loungewear) e Calzedonia (legwear e beachwear), por meio de lojas e e-commerce.

O Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch (M'Boi Mirim) da zona sul de São Paulo recebeu cem kits completos de pijamas e peças íntimas da Intimissimi para pessoas hospitalizadas e sintomáticas da Covid-19, de modo a auxiliar os pacientes que não tenham roupas durante o período de internação ou na sua saída, quando recebem alta.

A BRK Ambiental, prestadora privada de serviços de água e esgoto, também entrou no grupo de empresas que combatem a Covid-19 e anunciou doações de R$ 2 milhões para apoiar ações.

Entre as iniciativas realizadas até o momento está a doação de R$ 1,3 milhão para a Comunitas, organização social que atua na melhoria da gestão pública, que direcionou os recursos para a compra de equipamentos de UTI para as redes públicas de hospitais do Brasil.

A doação feita pela BRK Ambiental foi revertida em doações para os governos estaduais de Tocantins e de Goiás e para a prefeitura de Palmas. No total, foram comprados 42 monitores de UTI, 24 camas hospitalares e 6 monitores de triagem.

A empresa também participa na Aliança Empresarial para Enfrentamento da Covid-19, organizada pelo Senai Cimatec, na Bahia. Para auxiliar a instituição, a BRK Ambiental doou R$ 100 mil para ajudar no projeto de recuperação de equipamentos de ventilação mecânica e ampliar a capacidade de atendimento das UTIs do país. A expectativa é a de recuperar 3.000 respiradores.

Nesse período, a BRK Ambiental também promoveu doações nos municípios em que atua, com a compra de milhares de kits de higiene e limpeza, materiais hospitalares e máscaras, doados para instituições de saúde, ONGs e prefeituras, totalizando cerca de R$ 700 mil.

Em mais uma ação de apoio ao enfrentamento da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro, a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) investe R$ 6 milhões para a compra de aparelhos hospitalares que serão doados a unidades de saúde do estado, especialmente as localizadas na Baixada Fluminense.

A iniciativa é dividida em duas fases e, nesta primeira, direcionou parte dos recursos para o aparelhamento da Policlínica Itália Franco, em Japeri (RJ). A doação permitiu que dez leitos de CTI, dez de UTI e 20 de enfermaria fossem habilitados para atendimento de pacientes com a Covid-19.

Entre os equipamentos doados, estão dez ventiladores respiratórios, 20 monitores, 40 camas hospitalares com colchão e outros itens necessários. A iniciativa da NTS visa colaborar com a ativação e reativação de leitos em hospitais localizados na área de atuação da companhia.

Antes da doação, o hospital —que é o único do município de Japeri— contava com dois respiradores, cinco leitos de enfermaria e nenhum de UTI.

A média diária de atendimentos na unidade, que ainda recebe pacientes das cidades vizinhas Seropédica, Queimados e Paracambi, fica entre 300 e 350. Os equipamentos e leitos que foram entregues já estão sendo ocupados por pacientes que estavam em espera.

Para gerenciar a compra e entrega dos produtos hospitalares, a NTS conta com a parceria do Instituto da Criança e o apoio do movimento União Rio. A empresa está mapeando quais municípios do Rio de Janeiro foram mais afetados pela Covid-19 para, assim, repassar os recursos da segunda fase de doações, que vai destinar mais R$ 3 milhões para o aparelhamento de hospitais. A companhia avalia ainda realizar outras parcerias com órgãos municipais.

A Fom, fabricante de almofadas ergonômicas, fechou uma parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) para desenvolver um acessório especial, a ser utilizado no tratamento de pacientes de UTIs com síndrome respiratória grave.

Os primeiros cem kits vão ser entregues nesta quinta-feira para testes, depois de concluída a primeira fase de ensaios com formatos, materiais e tecnologia de acabamento.

Com sua experiência de 15 anos no mercado, a empresa foi convidada para uma parceria público-privada do "Projeto Prona", com o Centro de Inovação do Instituto Central (CITIC) e o InovaHC (braço de inovação), ambos do HC, e o InovaUSP, do qual participam médicos da Faculdade de Medicina e engenheiros da Escola Politécnica da USP.

O projeto desenvolve a aplicação da técnica, que vem sendo usada também em outros países, de colocar pacientes com insuficiência respiratória em posição "pronada", de bruços, para aumentar a oxigenação dos pulmões.

Parte dos afetados pela Covid-19 é submetida à pronação por vários dias. Entretanto, para manter uma pessoa durante muito tempo de barriga para baixo é necessário usar "coxins", que são anteparos para amortecer o atrito do corpo com a cama a fim de evitar ferimentos na pele ou traumas ortopédicos.

O coxim proposto pela FOM é recheado com microesferas de poliestireno expandido, como suas conhecidas almofadas funcionais, mas com um novo tipo de revestimento e costura mais adequados ao ambiente hospitalar.

Serviço essencial por lei federal, a praticagem é a primeira a embarcar em navios que chegam de diversas partes do mundo. A atividade portuária é fundamental para a economia e o abastecimento da população, sendo responsável por 95% das cargas importadas e exportadas pelo país, de equipamentos hospitalares e medicamentos a alimentos, combustíveis e a soja do agronegócio.

O serviço também tem feito sua parte para amenizar os efeitos da pandemia da Covid-19 no Brasil. Seja por iniciativa individual dos 635 práticos brasileiros ou das empresas de praticagem das quais são sócios, já foram doados R$ 10,2 milhões beneficiando mais de 40 instituições e áreas vulneráveis em 18 estados onde a atividade presta serviço.

Entre os itens doados estão 11 leitos de UTI, 500 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) e 6.000 cestas básicas.

Em Vitória (ES), por exemplo, a praticagem contribuiu para viabilizar dez leitos de UTI na Santa Casa. O Hospital Regional de Santarém (PA) recebeu um aparelho de raios X transportável. Já o Hospital Naval de Recife (PE) ganhou um sistema de vácuo para aspirar secreções respiratórias.

Em Rio Grande (RS), foram doados 1.700 macacões para enfermeiros e médicos do Hospital Universitário. No município de Itacoatiara (AM), o diretor do Hospital Regional José Mendes agradeceu a doação de 15 mil pares de luvas, 50 litros de álcool em gel, mil toucas descartáveis e mil máscaras.

investimento em pesquisa

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, vai destinar R$ 3,5 milhões para fundos de pesquisas dos principais centros de estudos em saúde brasileiros.

Dentre os contemplados estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e o Hospital das Clínicas, em São Paulo. A doação é designada ao avanço de protocolos de tratamento, diagnóstico e desenvolvimento de medicamentos para o combate de infectados pela Covid-19.

No caso da Fiocruz, o recurso será dedicado ao ensaio clínico Solidarity, lançado pela Organização Mundial da Saúde e coordenado no Brasil pela Fundação.

O estudo tem como objetivo identificar tratamentos eficazes para a Covid-19. Já no Hospital das Clínicas, ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, será realizado investimento em pesquisas na descoberta de novas possibilidades de tratamento da doença.

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