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Associações de moradores da periferia aceitam doações de alimentos e produtos de higiene; saiba como contribuir

Associação também informa comunidades sobre coronavírus e cobra políticas públicas do governo

São Paulo

Grupos da periferia estão estabelecendo uma rede de confiança, agilidade e ativação econômica que possa suprir rapidamente a necessidade dos moradores das periferias durante a crise do coronavírus.

Fazem parte da campanha a União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior, União das Associações de Moradores de Heliópolis (Unas), União Educacional e Esportiva do Jardim Colombo e o Movimento Sem Teto do Centro (MTSC).

O Núcleo de Mulheres e Território do Insper, o Arq.futuro e a plataforma Por quê? estimam que a arrecadação auxilia cerca de 25 mil famílias, aproximadamente 92 mil pessoas, levando em conta que a cesta básica supre quatro pessoas por 15 dias.

As cestas básicas de alimentação, higiene e limpeza são destinadas a famílias mais vulneráveis impactadas pelo desemprego, baixa renda do trabalho informal e a falta de merendas das escolas.

Douglas Cavalcante, que trabalha com a comunicação da Unas de Heliópolis, conta que a atuação da entidade se dá em três frentes: dialogar com instituições para arrecadar cestas básicas, informar a comunidade e cobrar políticas públicas do governo.

A disseminação de informação tem sido feita pelas entidades a partir de faixas e carros com caixas de som, que enfatizam as medidas de prevenção. “A gente reforça muito essa questão de lavar a mão com água e sabão porque nem todo mundo tem acesso ao álcool em gel, os preços estão caríssimos”, conta Cavalcante.

A terceira frente é a de cobrar políticas públicas do governo voltadas à periferia. “Não tem como você falar de isolamento social numa casa em que moram crianças e idosos, todos juntos em um espaço de 30 m², sem ventilação.”

Para Ester Carro, presidente da União Educacional e Esportiva do Jardim Colombo, neste momento, doar significa salvar uma vida. "Significa não apenas salvar de uma doença, mas tirar da fome, da angústia e do desespero."

​​Para contribuir com a campanha, há uma conta corrente específica para doações destinados à​ compra de cestas básicas. A instituição responsável é a Fundação Tide Setubal, que irá distribuir o que foi arrecadado para as entidades.

"É fundamental que a sociedade civil, assim como os investidores sociais privados, se una para uma ação de emergência e também para outras iniciativas que necessitam de captação de recursos para ajudar no enfrentamento do coronavírus em comunidades", afirma Mariana Almeida, superintendente da Fundação Tide Setubal.

Dados bancários:
Fundação Tide Azevedo Setubal
CNPJ 07.459.655/0001-71
Banco Itaú
Agência: 0196
Conta corrente: 70.476-1

Os doadores deverão enviar cópia do comprovante para mirene@ftas.org.br para que possam ser feitos os recibos de doação.

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