Descrição de chapéu Folha Mulher

Cientista é premiada por teste que diferencia zika, dengue e chikungunya

Exame diagnostica doenças na fase aguda; pesquisadora agora estuda coronavírus

São Paulo

As epidemias de arboviroses como dengue, zika e chikungunya criaram a oportunidade para a biomédica sergipana Ticiane Santa Rita, 29, mostrar do que é capaz. Ela criou um teste diagnóstico capaz de identificar qual das três doenças um indivíduo tem.

Não se trata de uma tarefa trivial. Por causa da semelhança dos vírus (o da dengue e o da zika são da mesma família, inclusive) e pelo fato de os três serem transmitidos pelo mosquito, com muitos sintomas parecidos (dores no corpo, febre, fraqueza, manchas na pele), o diagnóstico às vezes é mero palpite do médico.

“A vantagem é que esse teste permite diagnosticar a doença ainda na fase aguda, enquanto o vírus está se replicando. Ao saber qual é a doença, a grande vantagem é prevenir complicações”, conta.

A biomédica Ticiane Santa Rita, pesquisadora do laboratório Albert Sabin
A biomédica Ticiane Santa Rita, pesquisadora do Laboratório Sabin Medicina Diagnóstica - Divulgação

Ticiane começou sua trajetória no Laboratório Sabin Medicina Diagnóstica em 2012, quando ainda a área de pesquisa não estava tão bem estruturada. Em 2014 ela foi premiada no congresso internacional DNA in Forensics pela criação de um exame que, a partir do sangue da mãe, permite identificar a paternidade de um feto masculino.

Ela também não conseguiu escapar da nova epidemia e está criando um teste para identificar o novo coronavírus, como tem sido feito por diversos laboratórios. Como ainda há poucos resultados positivos, o teste ainda está em validação.

Apesar das frequentes crises de saúde no país e no mundo, ela enxerga o copo meio cheio. “É uma delícia ser pesquisadora, poder gerar impacto social com seu trabalho. Nossa vida não para, não tem monotonia.”

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