Descrição de chapéu Coronavírus

SP atinge menor ocupação de UTI desde o início da reabertura, diz governo

Percentual médio no estado é de 57,8%; na capital, pedidos de internação diários caíram de 48 para 29

São Paulo

O vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) anunciou nesta sexta-feira (14) que o estado de São Paulo atingiu a menor média de ocupação de UTI desde o início da reabertura, de 57,8%.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (5) durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes (zona oeste de SP). Garcia está substituindo o governador João Doria (PSDB), que está em isolamento por ter sido contaminado por coronavírus.

O índice é o menor desde o início de junho, quando começou o Plano São Paulo, de reabertura dos setores econômicos.

Segundo Garcia, em todas as regiões do estado, o índice pela primeira vez não ultrapassa 80%. O estado chegou a 686.122 casos, com 26.613 óbitos.

Nesta sexta-feira (14), nenhuma região regrediu no plano. "Os resultados mantêm a estabilização conquistada em cada uma das regiões. Hoje, 84% da população de São Paulo está em áreas localizadas na fase amarela”, disse Garcia. A fase amarela permite a abertura de bares e restaurantes, além de comércios.

O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que o estado começa a vislumbrar a saída do chamado platô, quando os casos ficam estáveis. "O estado de São Paulo de forma geral, com a regressão gradual, progressiva, do número de leitos e de óbitos, também já revela essa saída do platô [..]. Nós estamos ainda observando, ainda é cedo para a gente observar. As próximas semanas nos trarão essa informação".

Apesar disso, a média móvel de mortes diárias ainda é de 268 casos. No dia 4 deste mês, por exemplo, este número foi de 234,71.

Para o governo, porém, já houve saída do platô na capital paulista e também na Grande SP. ​"Já estamos num período de inflexão, já saímos desse platô", disse o secretário de saúde.

O prefeito paulistano, Bruno Covas (PSDB), anunciou queda nos pedidos de internação na capital.

"Em maio, mês mais crítico tinhamos algo em torno de 48 pedidos de internação por dia. Agora, em agosto, estamos com 29 pedidos de internação por dia", disse. A queda é de 40%.

Segundo Covas, há uma tendência de queda nas últimas 10 semanas. "Já são 80 dias de queda de mortes na cidade de São Paulo".

Parte dos gráficos mostrados pelo prefeito, porém, não mostram um movimento mais recente, dos últimos dias, registrado por dados do governo estadual.

De acordo esses dados, a média móvel de mortes diárias têm aumentado. No dia 13, era de 77,71. Esse número foi de 53 no dia 29 de julho.

As novas internações na capital também subiram na média móvel, segundo os dados do governo estadual. No dia 7, eram 537; no dia 13, foram 585.

Questionada, a prefeitura afirmou que "reafirma que todos os indicadores utilizados para monitorar a pandemia na cidade de São Paulo estão em queda, conforme revelou a Fase 3 do inquérito sorológico".

"A Secretaria Municipal da Saúde informa que a média diária dos óbitos, segundo dados do SIVEP-Gripe, entre os dias 15 e 28 de julho, foi de 71 óbitos/dia. Já nos últimos 14 dias (29/07 a 11/08), a média diária de óbitos foi de 67/dia", afirmou a gestão Covas.

A prefeitura afirmou que contabiliza os óbitos através dos sistemas SIVEP-Gripe e SIM. Segundo a gestão, "o primeiro notifica com base no início dos sintomas do paciente que evoluiu a óbito; já o segundo é realizado com base nas emissões de atestado de óbito, emitido pelos cartórios".

A prefeitura afirmou ainda que as taxas de UTI vêm caindo. "Nos últimos 15 dias, a média diária de ocupação foi de 52% e, nesta sexta-feira, 14 de agosto, a taxa de ocupação se encontra em 47%. As taxas de ocupação são dinâmicas e podem variar durante o dia".

O governo estadual afirmou ainda que até o momento realizou mais de 3 milhões de exames para diagnóstico do novo coronavírus.

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