Descrição de chapéu Coronavírus

Corrida por vacina contra Covid-19 tem mais de 200 candidatas no mundo; conheça

Veja a proveniência e o status de desenvolvimento dos diferentes imunizantes

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São Paulo
No final de março, duas novas candidatas a vacina produzidas no Brasil foram anunciadas e entraram com pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para início dos ensaios clínicos no país: a Butanvac, como foi batizada, seria 100% nacional e produzida pelo Instituto Butantan, e a Versamune, financiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, ligado ao governo federal.
As duas candidatas a vacina se juntam a outras 15 iniciativas em desenvolvimento no país, todas ainda em fase pré-clínica. A expectativa de muitas destas iniciativas é de iniciar os ensaios em humanos ainda este ano, mas é difícil prever quando estarão disponíveis ou se passarão pelas etapas de testes clínicos.
Já estão em uso no Brasil as vacinas Coronavac e Covishield (Oxford/AstraZeneca), aprovadas para uso emergencial pela Anvisa em 17 de janeiro. A vacina da Pfizer foi a única a receber o registro definitivo, no último dia 23 de fevereiro. Ainda, a vacina da Janssen (Johnson & Johnson) recebeu autorização para uso emergencial em março. A Covaxin, da indiana Bharat Biotech, aguarda ainda aprovação do órgão para uso no país. A Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) teve aprovação negada pela Anvisa no país.
Existem ainda dezenas de imunizantes em todo mundo em fases de testes em humanos e mais quase duzentos em fase pré-clínica, provenientes de diferentes países e com o emprego de tecnologias distintas.

Acompanhe a corrida global pela vacina, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), veja quais candidatas estão mais próximas da produção para uso em massa e quais delas têm acordo para produção ou uso no Brasil (última atualização em 16 de abril de 2021).

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Pfizer/BioNTech - BNT162b2

País: Estados Unidos e Alemanha

  • Vacina da Pfizer foi a primeira a concluir os testes e anunciar resultados finais, que apontam para eficácia de 95%
  • No dia 2 de dezembro, o Reino Unido tornou-se a primeira nação no mundo a aprovar a vacina da Pfizer para uso em sua população, segundo os protocolos usuais; a imunização no país teve início no dia 8 de dezembro
  • O FDA norte-americano, a EMA (agência regulatória de medicamentos da Europa) e agências regulatórias em diversos outros países, como o Chile, México e Israel, também deram aprovação para a vacina da Pfizer
  • A Anvisa deu no último dia 23 de fevereiro registro definitivo ao imunizante, o primeiro no país a receber aval completo
  • Acordo no Brasil: Pfizer Brasil (ensaios clínicos no país); governo federal fechou a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer
  • Prazo estimado: a Pfizer disse que irá realizar a entrega das 100 milhões de doses até o final do terceiro trimestre de 2021
  • Tecnologia: RNA (utiliza o material genético do vírus para induzir resposta imune)
  • Capacidade de produção: pretende produzir 100 milhões de doses para diferentes países até 2020, com capacidade para até 3 bilhões até final de 2021
  • Armazenamento: -70˚C (ultracongelador); a Pfizer possui caixas térmicas especiais com temperaturas de -25˚C a -15˚C, onde as doses podem ser armazenadas por até 14 dias. Elas podem ainda ficar no refrigerador comum por até cinco dias
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Moderna/Niaid

País: Estados Unidos

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Universidade de Oxford/AstraZeneca

País: Reino Unido

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Sinovac - Coronavac

País: China

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Esta é a última fase antes da aprovação para uso na população. Não há previsão específica de duração desta etapa, já que os testes podem ser suspensos e retomados. Nela, com base nos resultados de segurança e de possível eficácia, milhares de pessoas são vacinadas e outras milhares recebem placebo (uma injeção que não contém o imunizante propriamente dito) para quantificar o potencial de imunização da candidata a vacina.

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Instituto Gamaleya/Fundo Russo de Investimento Direto - Sputnik V

País: Rússia

  • Dados divulgados pelo governo russo apontam 92% de eficácia da vacina
  • Na última segunda-feira (19), o Instituto Gamaleya anunciou que a efetividade de sua vacina (eficácia na vida real) é de 97,6% a partir da avaliação de 3,8 milhões de pessoas vacinadas na Rússia; os dados, no entanto, não foram publicados oficialmente
  • A vacina foi aprovada para uso emergencial em diversos países; a Anvisa ainda não aprovou o imunizante no país e afirma que documentação faltante está pendente
  • Na terça-feira (13), o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou que a agência cumpra a análise até o final de abril; a agência atesta que há 'incertezas e pontos críticos' na documentação relacionados à eficácia e segurança da vacina
  • Acordo no Brasil: parceria com a União Química para produzir no país. Governadores de 12 estados e dois municípios (Niterói e Maricá, no RJ) entraram com pedidos de importação excepcional do imunizante. O governo federal fez um acordo ainda para compra de 10 milhões de doses da Sputnik V
  • Prazo prometido: o governo russo já registrou a vacina, a primeira no mundo a obter a certificação.
  • Tecnologia: vetor viral não replicante (combina dois adenovírus de resfriados em humanos, Ad26 e Ad5)
  • Capacidade de produção: O RDIF espera produzir até 1,2 bilhão de doses, sendo 230 milhões para a América Latina
  • Armazenamento: 2˚ a 8˚C (refrigerador)
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Janssen (Johnson & Johnson)

País: Bélgica

  • A vacina da farmacêutica Janssen, braço do laboratorio Johnson & Johnson, apresentou eficácia de 72% em dose única e foi aprovada no último sábado (27) nos EUA; valor caiu ligeiramente com a nova variante do coronavírus identificada na África do Sul
  • Acordo no Brasil: foram conduzidos ensaios clínicos no país; governo federal fechou a compra de 38 milhões de doses da vacina da Janssen
  • Prazo estimado: governo estima receber as primeiras 16,9 milhões de doses do acordo até o final de julho
  • Tecnologia: vetor viral não replicante - adenovírus Ad26
  • Capacidade de produção:
  • Armazenamento: duas formas, uma congelada, mantida a -20˚C, e uma em pó, que pode ser mantida a 2˚ a 8˚C (refrigerada)

Bharat Biotech - Covaxin

País: Índia

  • A vacina teve sua análise interina divulgada com eficácia de 81% após a comprovação de 43 casos de Covid-19;
  • A empresa indiana iniciou os ensaios clínicos de fase 3 em novembro
  • A agência regulatória indiana aprovou, no dia 3 de janeiro, a Covaxin e a vacina da Oxford/AstraZeneca para uso no país; a aprovação da Covaxin gerou críticas pela falta de dados de eficácia (os ensaios clínicos estão previstos para serem concluídos no final de janeiro)
  • Acordo no Brasil: governo federal apresentou contrato para compra de 20 milhões de doses; Precisa Medicamentos, laboratório localizado no Distrito Federal, fechou acordo para oferta da vacina no país, ainda sem detalhes
  • ​Prazo estimado: expectativa é de conclusão dos testes no primeiro trimestre de 2021
  • Tecnologia: vírus inativado
  • Capacidade de produção: capacidade atual de 200 milhões de doses; empresa diz poder produzir até meio bilhão de doses já no primeiro semestre de 2021
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Novavax – NVX-CoV2373

País: Estados Unidos

  • A vacina da Novavax apresentou eficácia de 96,4% de seu imunizante em ensaios conduzidos no Reino Unido; taxa, no entanto, foi de 55,4% quando avaliado um pequeno grupo de voluntários do estudo na África do Sul, indicando uma possível fuga imunológica da variante presente naquele país
  • Acordo no Brasil: não há
  • Prazo estimado: não há, mas a farmacêutica ampliou sua capacidade de produzir
  • Tecnologia: fragmentos de proteínas
  • Capacidade de produção: até 2 bilhões de doses
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CanSino Biologics

País: China

  • A vacina de dose única da CanSino apresentou eficácia de 65,7%
  • Resultados parciais do teste em crianças e adolescentes de seis a 18 anos apontaram para uma eficácia de quase 69% neste grupo
  • Acordo no Brasil: a empresa anunciou que pretende testar a vacina no Brasil, ainda sem informações de início e voluntários envolvidos
  • Tecnologia que utiliza: vetor viral não replicante - adenovírus Ad5
  • Capacidade de produção: o governo chinês aprovou o uso limitado no país em militares do Exército em junho, mas não há dados sobre produção em larga escala
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Sinopharm e Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan

País: China

  • A estatal chinesa divulgou, nesta quarta-feira (30), que a eficácia do imunizante é de 79%
  • A vacina já tinha sido aprovada para uso emergencial nos Emirados Árabes Unidos, que anunciaram eficácia de 86%, no dia 9 de dezembro, sem apresentar dados oficiais
  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: vírus inativado
  • Capacidade de produção: 200 milhões de doses ao ano (anunciada)
  • Armazenamento: 2˚a 8˚ C
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Anhui Zhifei Longcom Biopharmaceutical/Institute of Microbiology/Chinese Academy of Sciences

País: China

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas
Curevac escrito em laranja e azul

Curevac

País: Alemanha

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: RNA
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Institute of Medical Biology/Chinese Academy of Medical Sciences

País: China

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: vírus inativado
Logo com o símbolo da biologia, um DNA e um microscópio e Instituto de Pesquisa para Problemas de Segurança Biológica escrito do lado

Instituto de Pesquisa para Problemas de Segurança Biológica

País: Cazaquistão

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: vírus inativado
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Cadila Healthcare Ltd.

País: Índia

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: DNA (sequência codificante da protéina S)

Instituto Finlay de Vacunas - Soberana

País: Cuba

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: proteínas ou fragmentos delas (duas vacinas candidatas)
logo

Sanofi Pasteur/GSK

País: França

  • Acordo no Brasil:
  • Tecnologia: proteínas ou fragmentos dela
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Instituto de Virologia e Biotecnologia Vector - EpiVacCorona

País: Rússia

  • Acordo no Brasil: não há
  • Tecnologia: fragmentos de proteínas do vírus

Center for Genetic Engineering and Biotechnology (CIGB)

País: Cuba

  • Tecnologia: subunidades de proteínas
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People’s Liberation Army (PLA) Academy of Military Sciences/Walvax Biotech

País: China

  • Tecnologia que utiliza: RNA

Beijing Minhai Biotecnologia Co.

País: China

  • Tecnologia: vírus inativado
Reuters
Covax Facility (OMS)

País: consórcio de países - Organização Mundial da Saúde

  • A organização anunciou, no início do mês de fevereiro, o início do envio das doses à América Latina, a ser concluída até o final de 2021; o Brasil deve receber, ainda neste trimestre, 1,6 milhão de doses via Covax Facility; outras 6 milhões chegarão no segundo trimestre de 2021
  • Acordo no Brasil: governo federal assinou sua participação no consórcio
  • Fase: são várias vacinas em desenvolvimento com diferentes prazos
  • Capacidade de produção: os países participantes receberão doses para vacinar até 20% da sua população; no Brasil, o acordo prevê parcela de 10% da população

*

Nesta fase, com algumas centenas de voluntários, deseja-se saber se o fármaco, além de seguro, tem chances de funcionar. No caso de uma vacina, a ideia é que sejam gerados anticorpos contra o patógeno (ainda resta saber se eles de fato imunizam). É uma fase que, quando há urgência, pode ser combinada ou praticamente suprimida.

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Medicago Inc./GSK/Dynavax

País: Estados Unidos

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Inovio Pharmaceuticals - INO-4800

País: Estados Unidos
Tecnologia: DNA (sequência codificante da protéina S)

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Osaka University/AnGes/Takara Bio - AG0301-Covid19

País: Japão
Tecnologia: DNA

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Clover Biopharmaceuticals (Sichuan) Inc./GSK/Dynavax

País: China, Reino Unido e Estados Unidos

  • Acordo no Brasil: a Anvisa autorizou o início de testes clínicos no país; a expectativa é que sejam avaliados 12.100 brasileiros acima de 18 anos
  • Tecnologia : aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas
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Universidade de Queensland/CSL/Seqirus

País: Austrália
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

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Vaxxinity (Covaxx)

País: Estados Unidos (a empresa Vaxxinity foi formada em abril de 2021 após a fusão das companhias Covaxx e United Neurosciece)

  • Acordo no Brasil: a empresa pretende desenvolver testes clínicos no país, ainda sem previsão
  • Tecnologia: proteínas ou fragmentos delas
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ReiThera/LEUKOCARE/Univercells

País: consórcio de países europeu
Tecnologia: adenovírus como vetor

Shifa Pharmed Industrial Co.

País: Irã
Tecnologia: vírus inativado
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Medigen Vaccine Biologics Corporation/NIAID/Dynavax

País: Estados Unidos
Tecnologia que utiliza: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

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Hospital da China Ocidental, Universidade Sichuan

País: China
Tecnologia: proteínas ou fragmentos delas

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Duke University/Arcturus Therapeutics – ARCT-021

País: Estados Unidos
Tecnologia: RNA

Beijing Wantai Biological Pharmacy/Universidade Xiamen/Universidade de Hong Kong

País: China
Tecnologia: usa vírus como vetor

Erciyes University

País: Turquia
Tecnologia: vírus inativado

Instituto de Pesquisas em Vacina e Soro Razi

País: Irã
Tecnologia: subunidades de proteínas

Moderna/Niaid

País: EUA
Tecnologia: vacina de RNA

Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Província de Guangdong/Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Gaozhou

País: China
Tecnologia: subunidades de proteínas

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Genexine Consortium – GX-19

País: Coreia do Sul
Tecnologia: DNA

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Kentucky Bioprocessing Inc. - KBP-Covid-19

País: Estados Unidos
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

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SpyBiotech/Serum Institute of India

País: Índia
Tecnologia: VLPs (partículas semelhantes a vírus)

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Instituto Pasteur/Themis/Universidade de Pittsburg CVR/Merck & Co.

País: Estados Unidos e França
Tecnologia: vírus inativado

Shenzhen Kangtai Biological Products Co., Ltda.


País: China
Tecnologia: vírus inativado

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ImmunityBio, Inc. & NantKwest Inc

País: Estados Unidos
Tecnologia: adenovírus como vetor

Instituto de Pesquisa Biológica de Israel

País: Israel
Tecnologia: vetor viral não replicante

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Merck Sharp & Dohme/IAVI

País: Estados Unidos
Tecnologia: usa vírus como vetor

Alvita Biomedical, Inc./National Institute of Health Research and Development, Ministry of Health

País: Canadá e Indonésia
Tecnologia: vetor viral replicante + células dendritícas modificadas

Valneva/NIH

País: Áustria e Reino Unido
Tecnologia: vírus inativado

Biological E Ltda.

País: Índia
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

Cellid Co., Ltd.

País: Coreia do Sul
Tecnologia: vetor viral replicante

GeneOne Life Science, Inc.

País: Coreia do Sul
Tecnologia: vacina de DNA

Nanogen Pharmaceutical Biotechnology

País: Vietnã
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

Shionogi/Universidade de Kyushu

País: Japão
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

University Medical Center Groningen/Akston Biosciences

País: Holanda e EUA
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

Universidade de Saskatchewan

País: Canadá
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

SK Bioscience Co., Ltd.

País: Coreia do Sul
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

Takis/Rottapharm Biotech

País: Itália
Tecnologia: vacina de DNA

Universidade Mahidol/Organização Farmacêutica do Governo (GFO)/Icahn School of Medicine of Hospital Mount Sinai

País: Tailândia/EUA

VBI Vaccines Inc.

País: EUA
Tecnologia: VLPs

POP Biotechnologies/EuBiologics Co., Ltd.

País: Coreia do Sul
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

Sanofi Pasteur e Translate Bio

País: França
Tecnologia: mRNA

Daiichi Sankyo Co., Ltd.

País: Japão
Tecnologia: RNA mensageiro​

Instituto de Vacinas e Medicamentos Biológicos, Vietnã

País: Vietnã
Tecnologia: RNA mensageiro​

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Na etapa que inaugura a fase clínica dos ensaios, o teste é feito, pela primeira vez, com dezenas de seres humanos saudáveis. A ideia é ver se o fármaco é seguro e não causa efeitos colaterais. Esta fase de pesquisa pode demorar alguns meses, e muitas candidatas a vacina falham. Quando há urgência, autoridades regulatórias permitem que ela seja executada de forma combinada com a fase seguinte.

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Vaxine Pty Ltd./Medytox

País: Austrália
Tecnologia: aplicação direta de proteínas ou fragmentos delas

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Imperial College London

País: Reino Unido
Tecnologia: RNA

Universidade de Oxford

País: Inglaterra
Tecnologia: adenovírus como vetor (vacina oral)
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Vaxart

País: Estados Unidos
Tecnologia: adenovírus como vetor (vacina oral)

Ludwig-Maximilians - Universidade de Munique

País: Alemanha
Tecnologia: usa vírus como vetor

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Hospital Universidade Tuebingen

País: Alemanha
Tecnologia: proteínas ou fragmentos delas

Symvivo

País: Canadá
Tecnologia: DNA

City of Hope

País: Estados Unidos
Tecnologia: vetor viral replicante

Entos Pharmaceuticals Inc.

País: Canadá
Tecnologia: subunidades de proteínas

Universidade de Chulalongkorn

País: Tailândia
Tecnologia: vacina de RNA

Shenzhen Geno-Immune Medical Institute

País: China
Tecnologia: usa vírus como vetor

Codagenix/Serum Institute of India

País: Estados Unidos e Índia
Tecnologia: vírus atenuado

Adimmune Corporation

País: Taiwan
Tecnologia: subunidades de proteínas

Providence Health & Services

País: Estados Unidos
Tecnologia: vacina de DNA

Altimmune, Inc.

País: Estados Unidos
Tecnologia: vetor viral não-replicante

Universidade de Queensland

País: Austrália
Tecnologia: subunidades de proteínas

Universidade de Sidney/Bionet Co./Technovalia

País: Austrália/Reino Unido
Tecnologia: vacina de DNA

Bharat Biotech

País: Índia
Tecnologia: vetor viral não-replicante (vacina oral)

Providence Therapeutics

País: Canadá
Tecnologia: vacina de mRNA

GlaxoSmithKline

País: Alemanha
Tecnologia: vacina de mRNA

SK Bioscience Co., Ltd.

País: Coreia do Sul
Tecnologia: subunidades de proteínas

Gritstone Oncology

País: EUA
Tecnologia: vetor viral não-replicante

Walter Reed Army Institute of Research (WRAIR)

País: EUA
Tecnologia: subunidades de proteína

Organization of Defensive Innovation and Research

País: Irã
Tecnologia: vírus inativado

Meissa Vaccines, Inc.

País: EUA
Tecnologia: vírus atenuado

Conselho de Pesquisa Científica e Tecnológica da Turquia

País: Turquia
Tecnologia: partículas semelhantes a vírus (VLP)

Jiangsu Rec-Biotechnology

País: China
Tecnologia: subunidades de proteína

Koçak Farma

País: Turquia
Tecnologia: vírus atenuado

Tetherex Pharmaceuticals Corporation

País: Estados Unidos
Tecnologia: vetor viral não-replicante

Universidade de Radbound

País: Holanda
Tecnologia: partículas semelhantes a vírus (VLP)

Senai Cimatec/Fiocruz

País: Brasil
Tecnologia: vacina de mRNA

Conselho de Pesquisa Científica e Tecnológica da Turquia ​(Tubitak)

País: Turquia
Tecnologia: vírus atenuado

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Pesquisa pré-clínica
São os ensaios feitos antes dos testes em humanos, envolvendo, por exemplo, entender como o patógenos agridem o organismo do hospedeiro e a busca por possíveis antígenos. Pode demorar vários anos até esse corpo de conhecimento ser sólido o suficiente.

No caso da vacina para conter o vírus SarsCoV-2, uma forma de encurtar o prazo é, nesta etapa, aproveitar o conhecimento adquirido sobre os vírus da Sars (síndrome respiratória aguda grave) e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio), ambos coronavírus.

Outros trâmites que podem retardar o processo

  • Construção de fábricas Via de regra a construção da fábrica pode levar anos e só acontece após a aprovação da vacina, dado que ela pode se mostrar insegura ou ineficaz em alguma das etapas de pesquisa clínica, e a obra se torna um investimento perdido. Com a pandemia do novo coronavírus, porém, grandes indústrias e consórcios estão considerando a construção de fábricas em paralelo à realização dos ensaios clínicos.
  • Produção em larga escala Produzir uma vacina requer equipamentos específicos e técnicas também específicas –enquanto algumas vacinas são produzidas após a infecção de ovos de galinha com vírus, outras dependem da produção de antígenos por micro-organismos, por exemplo. Quando se deseja acelerar o processo, inicia-se a produção industrial com a comprovação de eficácia parcial às autoridades reguladoras. No caso da vacina para Covid-19, a Anvisa aceitará 50% de eficácia.
  • Distribuição Além de garantir a quantidade necessária para imunizar potencialmente toda a humanidade, é preciso ter meios para que ela consiga chegar aos diversos países. Para encurtar o prazo, a vacina pode começar a ser distribuída antes mesmo de que sua eficácia esteja totalmente comprovada, e pode ser empregada para imunizar profissionais de saúde e segurança, por exemplo.

Fontes: Diego Moura Tanajura (Universidade Federal de Sergipe), NIH, Universidade Harvard, Universidade de Oxford

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