Descrição de chapéu Coronavírus

Veja o cronograma da fabricação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil

Remessas confirmadas permitirão fabricação de mais de 30 milhões de doses até o início de março

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São Paulo

A aguardada chegada do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) vindo da China para a produção das vacinas Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac e fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, e Covishield, criada pela parceria Universidade de Oxford/AstraZeneca e fabricada no país pela Fiocruz, deve permitir a manutenção da campanha de vacinação sem interrupções pelos próximos meses.

Pelo menos 30 milhões de doses dessas duas vacinas devem ser fabricadas no país Até o mês de março. Ainda no primeiro trimestre, o consórcio internacional Covax prevê que o Brasil receba mais 1,6 milhão de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca já prontas.

Em 3 de fevereiro chegou ao país remessa com 5,4 mil litros de IFA da Coronavac, suficientes para que o Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo, fabrique 8,6 milhões de doses do imunizante. No dia 10 de fevereiro, foi feita a entrega de um outro lote, com 5,6 mil litros da matéria-prima, que vai permitir a produção de mais 8,7 milhões de unidades da vacina.

Com essas entregas, o instituto deve iniciar o envio de 426 mil doses prontas por dia ao Ministério da Saúde a partir desta terça (23), informou o diretor do Butantan, Dimas Covas. Além das 6 milhões de doses já entregue ao Ministério da Saúde, a pasta confirmou uma compra de mais 54 milhões de unidades da Coronavac.

A Fiocruz teve o cronograma da fabricação brasileira da Covishield alterado após o atraso na chegada do IFA vindo da China. A primeira remessa de um total de 14 envios chegou ao país no dia 6 de fevereiro. Inicialmente, o cronograma da Fiocruz previa a entrega das primeiras vacinas produzidas no país ao Ministério da Saúde entre os dias 8 e 16 de fevereiro —a chegada do insumo era esperada para meados de janeiro, o que não aconteceu.

Ainda, nesta terça (23), a Fiocruz recebeu 2 milhões de doses prontas da vacina da Oxford/AstraZeneca produzidas pelo Instituto Serum, da Índia.

A próxima remessa tem previsão de chegada em 28 de fevereiro, e, junto com as 2 milhões de doses já entregues, será suficiente para a fabricação de 12,2 milhões de doses.

Em março, a Fiocruz deve receber mais três lotes de IFA e fazer a primeira entrega de vacinas prontas ao PNI (Programa Nacional de Imunização), de 1 milhão de doses. Ainda em março, a institução deve ampliar a capacidade de envase para 1,3 milhão de doses por dia.

No primeiro semestre, o planejamento da Fiocruz inclui a entrega de 100,4 milhões de doses, contando com a produção a ser feita nos meses de março (15 milhões), abril (27 milhões), maio (28 milhões) e junho (28 milhões). Outras 100 milhões de unidades serão fabricadas no segundo semestre.

O acordo da Fiocruz, bancado pelo governo federal, prevê que os lotes de matéria-prima cheguem ao país a cada duas semanas. Cada remessa deve trazer insumo suficiente para a fabricação de 7,5 milhões de doses da vacina até que um total de 200,4 milhões de unidades possa ser fabricado no país.

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