Descrição de chapéu Copa do Brasil

Histórico em Itaquera é obstáculo para Corinthians conquistar Copa do Brasil

Apenas uma vez equipe conseguiu reverter resultado negativo no Itaquerão

Luiz Cosenzo
Belo Horizonte

O Corinthians terá que superar um histórico negativo em jogos mata-mata no Itaquerão para conquistar o tetracampeonato da Copa do Brasil.

Com a derrota para o Cruzeiro por 1 a 0, nesta quarta-feira (10), no Mineirão, o time alvinegro precisará reverter a vantagem do rival, algo que aconteceu apenas uma vez em quatro oportunidades no Itaquerão, inaugurado em 2014, para sagrar-se campeão da competição e garantir vaga na próxima edição da Copa Libertadores.

O levantamento computa jogos de competições de abrangência nacional ou internacional.

Thiago Neves comemora o gol da vitória do Cruzeiro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil
Thiago Neves comemora o gol da vitória do Cruzeiro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil - Washington Alves/Reuters

Para ficar com a taça, a equipe paulista precisará ganhar o jogo de volta, marcado para o próximo dia 17, por dois gols de diferença ou pela vantagem mínima para levar a decisão para os pênaltis.

O Corinthians só conseguiu reverter o placar em seu estádio em 2014, quando perdeu do Bragantino por 1 a 0, fora de casa, e venceu em seu estádio por 3 a 1, pela quarta fase da Copa do Brasil.

Em outras três vezes, o clube foi eliminado quando precisou reverter o placar após sair em desvantagem no primeiro jogo. Em 2015, foi derrotado pelo Guaraní (PAR) por 2 a 0 em Assunção e sofreu novo revés por 1 a 0 na segunda partida das oitavas de final da Copa Libertadores.

Menos de dois meses depois, a cena se repetiu diante do Santos, pela quarta fase da Copa do Brasil. Derrota na Vila Belmiro por 2 a 0 e, na sequência, nova vitória santista por 2 a 1.

Neste ano, a história teve novamente final infeliz na disputa das oitavas de final da Libertadores. O time perdeu para o Colo-Colo por 1 a 0 no jogo de ida. No confronto de volta, o Corinthians até venceu por 2 a 1, mas foi eliminado nos critérios de gols marcados fora de casa.

O Corinthians ainda coleciona eliminações em seu estádio para o Nacional (URU), pela Libertadores-2016, e diante do Internacional, pela Copa do Brasil. Nas duas oportunidades, no entanto, não chegou em desvantagem.

Contra os uruguaios, precisava de uma vitória simples ou um empate sem gols para decidir a vaga ao menos nos pênaltis. Porém, o empate por 2 a 2 tirou a equipe da competição. Diante dos gaúchos, se classificaria com uma igualdade por 0 a 0. O jogo terminou em 1 a 1 e a eliminação aconteceu nos pênaltis.

Romero tenta dominar a bola durante o segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, no Mineirão
Romero tenta dominar a bola durante o segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, no Mineirão - Ueslei Marcelino/Reuters

Se o histórico é ruim para reverter um placar, os corintianos podem se animar pela campanha da equipe até agora em casa na edição deste ano do torneio nacional mata-mata. Em três jogos, obteve triunfos contra Vitória, Chapecoense e Flamengo.

Diante dos baianos e cariocas, o clube empatou o primeiro jogo como visitante por 0 a 0 e ganhou em casa por 3 a 1 e 2 a 1, respectivamente. A competição, porém, não utiliza neste ano como critério de desempate o gol fora de casa, o que contribuiu para o time não se abater, quando sofreu o gol de empate diante do Flamengo, já que a igualdade levaria a disputa para os pênaltis.

Já o Cruzeiro, que busca o hexacampeonato da competição –tem cinco conquistas assim como o Grêmio, os dois maiores vencedores do torneio-, tem excelente retrospecto como visitante. Venceu Atlético-PR, Santos e Palmeiras.

A vitória diante do Corinthians nesta quarta foi o primeiro como mandante na atual edição da Copa. Assim, poderá usar uma de suas armas na partida de volta: a forte marcação defensiva e explorar os contra-ataques.

Foi a tática que o Corinthians tentou nesta quarta-feira para segurar o empate. Jair Ventura escalou Gabriel e Ralf como volantes. O quarteto ofensivo teve Clayson pela esquerda, Romero do lado direito e Matheus Vital e Jadson centralizados.

Quanto recuperava a posse de bola, a equipe procurava tocar de lado ao invés de apostar em uma transição ofensiva rápida. Assim, não exigiu defesas do goleiro Fábio durante os 90 minutos.

Já o Cruzeiro tinha o domínio territorial, girava a bola, mas não conseguia encontrar espaços. Os principais lances saíram dos pés de Thiago Neves, o melhor jogador da partida, que finalizou quatro vezes.
Na etapa inicial, ele tentou dois chutes de fora da área -um acertou a trave e outro Cássio fez boa defesa-  e duas cabeçadas, sendo que uma foi para fora e a outra parou dentro do gol, aos 45 minutos da etapa inicial, após completar cruzamento de Egídio.

Com a vantagem no placar, o Cruzeiro recuou um pouco para apostar nos contra-ataques. Barcos e Dedé tiveram excelentes chances em jogadas pelo alto, mas cabecearam para fora. O Corinthians saiu mais para o jogo, mas assim como na etapa inicial não finalizou no gol de Fábio.

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