São Paulo joga contra marcas negativas para reverter placar na Libertadores

Sob pressão, equipe recebe o Talleres e precisa vencer por três gols de diferença

Alexandre de Aquino
São Paulo | Agora

O São Paulo recebe o argentino Talleres nesta quarta-feira (13), às 21h30, no estádio do Morumbi, pela segunda fase da Libertadores, em um confronto que já ganhou o peso de partida do ano para a equipe paulista.

Depois de perder o duelo de ida, em Córdoba, na Argentina, por 2 a 0, os brasileiros precisarão vencer por três gols de diferença para continuarem na competição continental. Triunfo por 2 a 0 fará com que a decisão da vaga seja disputada nos pênaltis.

Uma missão complicada para uma equipe que nos últimos cinco jogos só conseguiu marcar um gol.
Não bastasse a dificuldade ofensiva, o time paulista chega a esse jogo bastante pressionado, já que vive o pior início de temporada do clube nos últimos 27 anos.

Jardine conversa com o coordenador técnico Vagner Mancini
Jardine conversa com o coordenador técnico Vagner Mancini - Maurício Rummens/Fotoarena/Agência O Globo

Nos sete jogos oficiais até aqui em 2019, a equipe do técnico André Jardine soma três vitórias e quatro derrotas. A última vez que o time paulista teve um início de ano tão ruim foi em 1992. Na ocasião, foram duas vitórias, dois empates e três derrotas nas primeiras sete partidas.

Nada parece aliviar a pressão. Jardine, bastante elogiado pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e pelo executivo de futebol, Raí, pode dar lugar a outro nome já em fevereiro.

"A efetivação é fruto da confiança no trabalho, da qualidade e da competitividade que ele sempre mostrou na sua história, no seu currículo. Mas principalmente nestes quatro anos de São Paulo. Os resultados falam por si", disse Raí após confirmar a efetivação de Jardine como técnico, no fim de novembro.

Pouco mais de dois meses após o anúncio, contudo, o clube já se movimenta nos bastidores para substituir o técnico caso a eliminação se confirme. Cuca, 55, que fez seu último trabalho no Santos até o final do ano passado e depois passou por cirurgia no coração, é um dos nomes cotados pelos são-paulinos.

O clima pesado ainda se mistura ao fraco histórico recente em jogos de mata-mata.

Desde que foi campeão da Copa Sul-Americana, em 2012, o São Paulo vive martírio neste formato de disputa. Ao todo, são 20 eliminações em 39 partidas de mata-mata disputadas desde 2013.

Seis dessas quedas foram no Morumbi, duas delas em 2014. Na Copa do Brasil, o time foi eliminado pelo Bragantino, e no Paulista, pela Penapolense. Já em torneios internacionais, a maior decepção em casa aconteceu em 2017, quando parou no argentino Defensa Y Justicia pela Copa Sul-Americana.

Precisando mostrar melhora de rendimento, o técnico André Jardine não revelou a equipe que inicia o duelo.

Recuperado de uma tendinite no joelho direito que o afastou das duas últimas partidas, o zagueiro Anderson Martins deve iniciar como titular na vaga de Bruno Alves.

O meio-campo é o setor que carrega as principais dúvidas. Hudson, suspenso, e Lizeiro, machucado, estão fora. Jucilei, muito criticado na partida de ida, pode acabar perdendo a vaga na equipe.

Luan, de volta após retornar da seleção brasileira sub-20 que disputou o Sul-Americano da categoria, no Chile, e Willian Farias são opções. Existe a possibilidade de Hernanes ser recuado e Nenê fazer o papel de meia centralizado.

Na frente, Pablo e Everton devem iniciar a partida. A briga pela terceira vaga no ataque está entre Diego Souza, Helinho e Antony. É possível que Jardine opte ainda por Nenê aberto pela direita. Com isso, Hernanes poderia atuar como meia centralizado.

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