Descrição de chapéu Futebol Internacional

Brasileiro ouviu conselho da mãe para virar rival de Messi e Ibra

Matheus Cunha, 20, do Red Bull Leipzig, concorre ao prêmio de gol mais bonito

Josué Seixas
Maceió

Quando Matheus Cunha, 20, ouvia da mãe o conselho de que deveria parar de cair em campo, encarava aquilo como uma brincadeira.

Mas as palavras entraram em sua cabeça e fizeram efeito. O gol que ele marcou pelo Red Bull Leipzig em 6 abril deste ano, contra o Bayer Leverkusen, após driblar dois jogadores [o segundo com um giro na entrada da área] e dar uma cavadinha sobre o goleiro, lhe rendeu a indicação ao Prêmio Puskás, destinado ao gol mais bonito do mundo na temporada.

“Agora, a minha mãe já não fala mais [sobre as quedas]. Aprendi a lição direitinho [risos]", disse o jogador.

Aos 20 anos e sem ter jogado profissionalmente por clubes do Brasil, Matheus é o único atleta do país na lista de indicados das premiações da Fifa, que serão entregues em 23 de setembro. Destaque do time alemão, ele foi artilheiro da seleção brasileira olímpica, campeã do torneio amistoso de Toulon, em junho

Matheus Cunha, atacante brasileiro do Red Bull Leipzig
Matheus Cunha, atacante brasileiro do Red Bull Leipzig - Divulgação

“Um amigo jornalista me deu a informação [sobre a indicação] e não acreditei. Trinta segundos depois, o meu telefone não parou de tocar. Muitas mensagens, ligações de muita gente, família, companheiros de clube, de seleção", afirmou o jogador nascido na Paraíba.

A mensagem de parabéns que mais chamou a sua atenção foi a de Ronaldinho Gaúcho. "Ele é um grande ídolo do futebol, que pude conhecer pessoalmente. Ele postou no Instagram dele fazendo campanha para que a galera votasse no meu gol”, disse.

Matheus compete, entre outros concorrentes, com Ibrahimovic (Los Angeles Galaxy) e Lionel Messi (Barcelona). A votação vai até o dia 1º de setembro.  O prêmio foi criado em 2009 e já teve dois brasileiros entre os vencedores: Neymar (2011) e Wendell Lira (2015), hoje youtuber.

O lance do gol do gol de Matheus foi fruto de um improviso, como ele conta: “A bola ficou meio longe, Wendell [do Bayer Leverkusen] veio em velocidade para tentar roubá-la. Tinha duas opções: um corte seco e o giro. No corte, ele poderia ter tomado. Com o giro, consegui driblar e proteger a bola. O goleiro estava adiantado e escolhi a cavadinha”.

Matheus nasceu em João Pessoa, foi para o Recife e depois para Curitiba. Deixou o país com 17 anos, para jogar na Suíça. Foi nessa época que ele recebeu as críticas da mãe sobre as quedas em campo.

"Tinha acabado de chegar ao Sion. Agora já ganhei corpo e estou muito mais adaptado ao estilo europeu e aguentando mais os trancos dos zagueiros. Foi uma fase de adaptação. Mas eu não caía tanto assim não [risos]. Minha mãe que cobra mesmo. Ela é fogo”, afirmou.

Matheus já disputou uma temporada na Alemanha. Atualmente, concorre com o alemão Timo Werner, 23, e com o dinamarquês Yussuf Poulsen, 25, por uma vaga no time titular. O lateral esquerdo Luan Cândido [ex-Palmeiras], que chegou no meio do ano passado, é o outro brasileiro do elenco.

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