Criticada e 100% nas Eliminatórias, seleção tem maior desafio no Uruguai

Após 3 vitórias diante de rivais mais frágeis, Brasil tenta mostrar força em Montevidéu

São Paulo

A seleção brasileira começou sua campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 com três vitórias, algo que não conseguia desde a caminhada para o Mundial de 1982. Mesmo assim, há questionamentos ao trabalho, devido à fragilidade dos adversários enfrentados.

Derrotados pelo time verde-amarelo, Peru, Venezuela e Bolívia são os últimos colocados na tabela sul-americana. Juntos, somam um ponto em três rodadas. Mas o desafio que se apresenta agora aos comandados de Tite promete ser mais complicado.

Nesta terça-feira, às 20h (de Brasília), o Brasil vai enfrentar o Uruguai, no estádio Centenário, em Montevidéu. O confronto será exibido no EI Plus, plataforma de transmissões online da Turner. Ainda há negociações para tentar levar a partida à TV aberta, mas nenhuma havia sido fechada até a publicação deste texto.

Os uruguaios vêm de triunfo por 3 a 0 sobre a Colômbia, fora de casa, somam seis pontos e esperam dar sequência ao bom momento. Já a equipe brasileira vem de uma suada vitória por 1 a 0 sobre a ainda zerada Venezuela, em São Paulo. Houve muita dificuldade para furar a retranca dos visitantes até que Roberto Firmino balançasse a rede no segundo tempo.

“Nós fizemos as três vitórias, sim, contra as três últimas seleções da classificação. Nas duas primeiras, criando e fazendo muitos gols, jogando bonito e tendo resultado. Na terceira, não deu para jogar bonito, mas teve consistência e teve vitória”, afirmou Tite.

Tite de máscara na partida da seleção brasileira contra a Venezuela
Tite trabalha para manter o aproveitamento 100% - Nelson Almeida - 13.nov.20/Reuters

“Agora, vamos enfrentar o Uruguai, um time que vem sólido. É tradicionalmente um clássico, que envolve uma gama de fatores, como as camisetas pesadas, os atletas de alto nível e o nosso processo de afirmação da equipe”, acrescentou o treinador.

Nesse processo, ao menos neste momento, o gaúcho não pode contar com Neymar, que chegou a se juntar ao grupo, mas não conseguiu se recuperar de uma lesão muscular. Há ainda vários outros desfalques, sendo Casemiro e Philippe Coutinho os outros titulares que não estão à disposição.

A escalação deverá ser a mesma utilizada diante dos venezuelanos, na última sexta (13), no Morumbi. A única dúvida é o volante Allan, que reclamou de dores musculares e será substituído por Arthur caso não reúna condições de atuar.

Do lado uruguaio, também há baixas importantes. O atacante Suárez recebeu diagnóstico de Covid-19 na segunda (16) e está fora. Pelo mesmo motivo, não entrará em campo o lateral esquerdo Viña, do Palmeiras.

O ataque armado por Oscar Tabárez, assim, estará mais concentrado em Cavani, que receberá cuidados defensivos constantes. “Tem que ficar ligado o tempo todo. A gente sabe o perigo, já vi de perto”, disse o zagueiro Marquinhos, ex-colega do atleta no Paris Saint-Germain.

Se há preocupação com a potência ofensiva uruguaia, há também a expectativa de uma partida aberta. A equipe celeste jogará em casa e certamente terá um comportamento mais ofensivo do que o exibido pela Venezuela em São Paulo.

“É um jogo de características diferentes. Nós vamos ser mais exigidos defensivamente do que fomos no último jogo. Paralelamente a isso, nós vamos ter mais espaços para criações ofensivas”, afirmou Tite.

O treinador apostará novamente em Everton Ribeiro, que fez uma boa partida na sexta-feira apesar das dificuldades da equipe. Ele será o principal armador, contando com a ajuda do volante Douglas Luiz e as subidas do lateral Renan Lodi. Na frente, estarão Gabriel Jesus, Richarlison e Firmino.

O meia Everton Ribeiro tem papel importante na criação do Brasil - Lucas Figueiredo - 11.nov.20/CBF
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