Cruzeiro e Felipão rescindem contrato após permanência na Série B

Técnico trabalhou três meses em sua segunda passagem pelo clube mineiro

São Paulo

O Cruzeiro anunciou nesta segunda-feira (25) o fim da segunda passagem do técnico Luiz Felipe Scolari no time mineiro. De acordo com o clube, houve consenso sobre a rescisão do contrato, válido até o fim de 2022.

"Colaborando com o clube em seu momento mais desafiador na história, Scolari e sua comissão técnica cumpriram a importante missão de recuperar o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro da Série B, tendo dirigido a equipe celeste em 21 partidas, somando nove vitórias, oito empates e quatro derrotas", disse a agremiação em nota.

"O Cruzeiro agradece e reconhece todo o trabalho, dedicação e profissionalismo de Felipão e seu staff para com o clube neste momento importante, e deseja toda sorte e felicidade ao técnico campeão do mundo e sua comissão."

Felipão, de agasalho azul marinho e máscara, gesticula
Luiz Felipe Scolari em jogo do Cruzeiro contra a Ponte Preta, pela Série B do Brasileiro - Gustavo Aleixo - 22.dez.20/Cruzeiro

Felipão foi anunciado pelo Cruzeiro no dia 15 de outubro de 2020, quando a equipe estava na penúltima colocação da Série B.

A recuperação na tabela foi suficiente para evitar o rebaixamento à Série C, mas não para levar o time de volta à Série A depois do inédito rebaixamento em 2019. Com 48 pontos, o Cruzeiro está na 12ª posição a uma rodada do fim da Série B. A competição de 2020 termina na sexta (29).

O clube, que completou cem anos no início de janeiro, iniciou o torneio com seis pontos a menos devido a uma punição imposta pela Fifa por débito em contratação de atleta.

Felipão foi contratado com o objetivo de desenvolver um projeto de recuperação a longo prazo, mas se mostrou insatisfeito com a falta de resolução dos problemas financeiros da agremiação, o que resultou em atrasos de salários e problemas de planejamento para a temporada 2021.

Na sua passagem anterior, o comandante foi mais vitorioso, ao ser campeão da Copa Sul Minas, em 2001. Na sequência, o treinador deixou o time para assumir a seleção brasileira e conquistar o pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002.

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