Descrição de chapéu Tóquio 2020

Time Brasil para Tóquio-2020 é o maior da história em Olimpíadas fora do país

Delegação conta com 303 atletas e 18 reservas que poderão ser utilizados nos Jogos

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Josué Seixas Adalberto Leister Filho
Maceió e São Paulo

A delegação brasileira que estará em Tóquio para a disputa da Olimpíada será a maior do país em Jogos Olímpicos disputados no exterior. O Time Brasil terá 303 atletas e 18 reservas, que podem ser utilizados em modalidades específicas como futebol, handebol, atletismo, tênis de mesa e hipismo.

Essa é, inclusive, a primeira vez que a delegação nacional ultrapassa o número de 300 atletas em uma edição do evento realizada fora do país.

Até então, o maior número de brasileiros em Jogos havia sido registrado em Pequim-2008, com 277 competidores. O número foi superior à disputa de Londres-2012, que teve 259 esportistas, enquanto no Rio-2016 houve o recorde de 465 participantes. Na ocasião, como o Brasil competia em casa, muitas das vagas foram conquistadas de forma automática, concedidas ao país anfitrião.

"Planejamos a missão para os Jogos de Tóquio durante anos. O fuso horário e os hábitos alimentares eram um grande desafio. Sequer imaginávamos que teríamos um desafio ainda maior com a pandemia. É importante ter os atletas em sua melhor performance possível, mas tê-los seguros é essencial”, afirmou Marco Antônio La Porta, vice-presidente do COB e chefe de missão em Tóquio.

Equipe olímpica de boxe do Brasil desembarca em Tóquio, no Japão
Equipe olímpica de boxe do Brasil desembarca no aeroporto de Tóquio, no Japão - Rafael Bello/COB

Dos 303 atletas, o número de estreantes é alto. Ao todo, há 177 novatos –ou 58% da delegação nacional. Em Londres-2012, o Brasil enviou 135 atletas (52% da equipe). No Rio, há cinco anos, houve 310 atletas que disputaram os Jogos pela primeira vez. Isso representou 67% do total.

Das 50 modalidades do programa olímpico de Tóquio-2020, o Brasil estará presente em 35, o que totaliza uma participação de 70%. No basquete masculino, que também poderia fazer parte da delegação, a eliminação veio na final do Pré-Olímpico de Split, na Croácia, contra a Alemanha.

Do total de representantes da delegação, há 90 atletas militares, o que representa 29,7% dos brasileiros que irão competir em Tóquio. Ou seja, em caso de pódio, a imagem de medalhista brasileiro batendo continência em cerimônias de premiação provavelmente se repetirá, assim como já foi visto nos Jogos do Rio-2016 ou no Pan de Lima-2019.

O número de militares, porém, sofreu ligeira queda em relação à última Olimpíada. No Rio, eles eram 145 ou 31,2% do Time Brasil.

No Japão, estão liberados os reservas para modalidades específicas por conta das condições adversas que os atletas tiveram para se preparar, com treinos prejudicados pela pandemia e pela possibilidade de eliminação em caso de PCR positivo.

No entanto, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) não conta os reservas como membros da delegação porque considera que "esses atletas substitutos só vão se tornar olímpicos no momento que fizerem parte da disputa".

"A caminhada foi muito desafiadora para os atletas. No início da pandemia, não conseguíamos treinar e passamos por muita dificuldade. Então, foi uma felicidade muito grande poder entrar no Japão depois de tudo isso e também especial ter sido a primeira a chegar aqui", disse Ana Sátila, que disputa a Olimpíada pela terceira vez e foi a primeira atleta brasileira a desembarcar em Tóquio.

O número de mulheres brasileiras nos Jogos também cresceu. Em progressão desde 1932, quando Maria Lenk participou da Olimpíada de Los Angeles, a participação feminina só caiu em 2012, quando 123 atletas estiveram na disputa. Em Tóquio-2020, esse número subiu para 141 atletas (46,5% do total). Os homens conquistaram 162 vagas –o equivalente a 53,5% do Time Brasil.

Embora houvesse a expectativa de que o número de mulheres superasse o de homens, isso não se concretizou nesta edição. Antes do adiamento do evento, o Brasil contava com mais mulheres classificadas do que homens, o que seria inédito para o país. Na primeira edição da era moderna do evento, em 1896, as atletas eram proibidas de competir, como acontecia na Grécia Antiga.

O Time Brasil terá 18 campeões olímpicos em Tóquio: Arthur Zanetti (ginástica artística); Thiago Braz (atletismo); Rodrigo Pessoa (hipismo); Kahena Kunze, Martine Grael e Robert Scheidt (vela); Bruninho, Douglas Souza, Fernanda Garay, Lucão, Lucarelli, Maurício Borges, Maurício Souza, Natália, Tandara e Wallace (vôlei); e Alison e Bruno Schmidt (vôlei de praia). São 31 medalhistas no total entre ouros, pratas e bronzes.

"Antigamente, chegávamos aos Jogos com cinco a sete modalidades com chances de medalha. Hoje, passamos de dez. Estamos ansiosos para ver nossos atletas atingirem suas melhores performances durante os Jogos Olímpicos", analisou La Porta.
As estreias do skate e do surfe trouxeram novas chances de medalha ao Brasil. Kevin Hoefler, Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Letícia Bufoni (skate) e Gabriel Medina e Ítalo Ferreira (surfe) chegam com boas possibilidades de atingirem o pódio.
Em outras modalidades, como vôlei, vôlei de praia e futebol, todos no masculino, o Brasil busca o bicampeonato olímpico consecutivo. Apenas o futebol não terá nenhum atleta da campanha vitoriosa no Rio de Janeiro-2016.
Ainda que a cerimônia de abertura da Olimpíada esteja marcada para o dia 23, o Brasil estreia na Olimpíada dias antes, no futebol. A seleção feminina enfrenta a China na próxima quarta-feira (21), às 5h (horário de Brasília).
Já a seleção masculina pega a Alemanha na quinta-feira (22), às 8h30 (de Brasília). O jogo é a reedição da final dos Jogos do Rio-2016, quando a seleção brasileira conquistou o título após disputa de pênaltis, no Maracanã.
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