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Empatados, Hamilton e Verstappen decidem título da F1 no mano a mano

Campeonato de 2021 é apenas o segundo com a liderança dividida antes da prova final

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São Paulo

O inglês Lewis Hamilton, 36, e o holandês Max Verstappen, 24, chegam empatados com 369,5 pontos à última etapa de 2021 ano da F1, neste domingo (12). O circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi, será o palco da grande decisão do campeonato mundial —a prova começará às 10h (de Brasília) e terá transmissão da Band.

No treino classificatório, Verstappen teve um desempenho melhor. Com 1min22s109, fechou a volta mais rápida do circuito dos Emirados Árabes Unidos e obteve a pole position. Hamilton ficou em segundo, 0s371 mais lento do que o rival, e espera ultrapassá-lo até a conclusão das 58 voltas decisivas da temporada.

Max Verstappen comemora a pole position na corrida decisiva - Andrej Isakovic/AFP

Entre as possibilidades para a definição da competição existe uma que preocupa as equipes Mercedes e Red Bull, principalmente a escuderia alemã. Se nenhum dos dois pilotos pontuar, seja por terminar abaixo do décimo lugar ou por não completar a prova, Verstappen ganhará o campeonato.

Esse cenário causa tensão na FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que teme ver uma decisão polêmica, provocada por um acidente. A F1 já viveu situações desse tipo no passado, por exemplo em disputas envolvendo Ayrton Senna e Alain Prost.

Por conta disso, a entidade que regula o esporte a motor já avisou que poderá tirar pontos de quem tentar definir o título com alguma atitude contrária à ética esportiva.

Permitir isso seria uma mancha em um dos campeonatos mais acirrados dos últimos anos na F1. Esta é apenas a segunda vez na história da categoria em que dois pilotos chegam empatados à corrida final.

Até hoje, o cenário só foi observado no Mundial de 1974, na temporada em que Emerson Fittipaldi e Clay Regazzoni foram a Watkins Glen, nos Estados Unidos, com 52 pontos cada um. O piloto brasileiro terminou a corrida em quarto, contra um 11º lugar do suíço, e conquistou o bicampeonato.

"Eu posso ver a pressão que eles terão. Cada um deles: Lewis, Max, os times, a família, patrocinadores, até os fãs. É uma pressão tremenda ir para a última corrida com igualdade de pontos", afirmou o brasileiro à versão holandesa do site Motorsport.com.

Para o bicampeão, os dois postulantes ao título deste ano farão uma corrida à parte. "Será como um duelo, um contra o outro. Todos os outros que estarão lá estarão apenas observando o que vai acontecer. Mas a corrida vai ser entre os dois. Posso imaginar como eles ficarão ansiosos."

Fittipaldi recorda que a tensão o consumiu na véspera da corrida em que ele ganhou o título de 1974. Ele conta que só dormiu por três horas ao longo da noite anterior à prova.

Para o brasileiro, Hamilton e Verstappen devem estar ainda mais nervosos do que ele estava porque cultivaram ao longo da temporada uma forte rivalidade. "Clay e eu não tínhamos toda essa rivalidade. Havia um respeito mútuo entre nós."

Na ocasião, Fittipaldi conseguiu uma vantagem sobre o adversário no treino classificatório. Largou em oitavo, uma posição à frente do suíço. O argentino Carlos Alberto Reutemann largou em primeiro e venceu a prova, mas a festa naquele dia era do brasileiro .

Pilotos apostam em título de Verstappen

Max Verstappen lidera as apostas entre os pilotos do grid. O site oficial da F1 questionou 11 corredores que não estão diretamente envolvidos na briga pelo título sobre o favorito a ganhar o campeonato, e o holandês ganhou a votação.

Cinco deles, Sebastian Vettel (Aston Martin), Yuki Tsunoda (AlphaTauri), Fernando Alonso (Alpine), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Pierre Gasly (AlphaTauri) acham que o pole position será campeão.

"De certa forma, esta é a minha opinião: a Mercedes merece o campeonato de construtores porque o carro é superior, e Max, talvez no geral no ano, estava um passo à frente de todos", disse Alonso.

Já o alemão Vettel disse que tem uma boa relação com Hamilton, mas não quer vê-lo deixar outro alemão, Michael Schumacher, para trás em número de títulos —cada um tem sete.

"O coração diz que quero que Max ganhe para manter vivo o recorde de Michael, mas minha cabeça está muito limpa. Que o melhor homem ganhe", afirmou.

Lewis Hamilton conduz sua Mercedes pelo circuito de Abu Dhabi; segundo ele, ficou difícil competir com a ótima volta de Max Verstappen - Andrej Isakovic/AFP

Outros cinco pilotos se disseram indecisos ou preferiram não opinar: Mick Schumacher (Haas), Nikita Mazepin (Haas), Daniel Ricciardo (McLaren), Lance Stroll (Aston Martin) e Carlos Sainz (Ferrari).

Apenas o inglês George Russell, da Williams, que será companheiro de Hamilton na Mercedes a partir de 2022, escolheu o compatriota.

"Adoraria ver Lewis vencer. Acho que o que ele conquistou, especialmente recentemente, é bastante excepcional, até mesmo estar na luta quando a Red Bull tinha um carro tão superior no início do ano", declarou Russell.

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