Favela de Heliópolis recebe exposição sobre Egito Antigo

Mostra traz projeções do acervo do Masp e material educativo do Museu Egípcio de Turim, na Itália

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São Paulo

A favela de Heliópolis recebe uma exposição gratuita sobre o Egito Antigo. Ela traz peças que compuseram mostra premiada no Centro Cultural Banco do Brasil, projeções de obras do acervo do Masp e material educativo endossado pelo Museu Egípcio de Turim, na Itália.

"Egito Antigo na Cidade do Sol", sob curadoria de Pieter Tjabbes, chegou em 2 de maio ao Instituto Baccarelli, que fica na comunidade, por meio da ONG Inspirar-te.

Até 15 de junho, a exposição fica aberta ao público em Heliópolis (Estrada das Lágrimas, 2317). Depois, a partir de 8 de julho, segue para a Escola Concept, nos Jardins (SP), onde fica um mês.

A mostra contempla atividades interativas, como observar uma múmia de dentro de caixões egípcios e entrar na tumba de Nefertari
Mostra contempla atividades interativas, como observar uma múmia de dentro de caixões egípcios e entrar na tumba de Nefertari - Marcos Cimardi

O Egito Antigo foi escolhido pela importância do tema no currículo escolar. "A iniciativa vai muito além das obras", explica Priscilla Parodi, fundadora do Inspirar-te, que há sete anos incentiva a criatividade e o pensamento crítico por meio da arte em escolas.

"O público receberá atividades alinhadas a uma proposta educativa, lúdica e sensorial, em um convite a conhecer os mistérios do início da civilização."

A organização promoveu visitas guiadas com arte-educadores para escolas municipais e particulares no Instituto Baccarelli, que dedica duas salas à exposição.

Por meio do curador e sócio da Art Unlimited, Pieter Tjabbes, a ONG recebeu dezenas de obras didáticas que compuseram "Egito Antigo: do Cotidiano à Eternidade", exposição que itinerou no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) entre 2019 e 2021.

Projeções de obras do acervo do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), apoiadores do projeto, serão apresentados ao público pela primeira vez.

"A soma dos esforços institucionais possibilita o acesso mais democrático do patrimônio cultural de interesse de toda a sociedade", afirma Carla Gibertoni Carneiro, chefe da divisão de curadoria do MAE-USP.

Para abordar temas como vida, religiosidade e pós-morte na civilização egípcia, a mostra contempla atividades interativas, como escavar objetos como um arqueólogo, observar uma múmia de dentro de caixões egípcios, entrar na tumba de Nefertari e interagir com a esfinge.

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