Iza reúne carisma e técnica à la Beyoncé em show no Lollapalooza

Engajado, público obedeceu a cada comando da carioca em Interlagos

Laura Lewer
São Paulo

Foi com uma introdução apocalíptica para a música “Linha de Frente” que Iza começou um dos shows nacionais mais lotados da edição de 2019 do Lollapalooza.

Por volta das 16h, a carioca subiu com sua banda e dançarinos em um palco Adidas com público suficiente para encher o principal e desfilou uma sequência de hits de seu álbum de estreia, “Dona de Mim”, de 2018.

Depois de “Linha de Frente” vieram “Ginga”, “Bateu” e “Vou te Pegar”, todas cantadas por um público engajado que obedecia cada comando da carioca.

A receita para se firmar como Beyoncé brasileira fica completa com vozeirão, pop redondinho, presença de palco, banda, dançarinos e backing vocals. A saber, foi justamente um vídeo no YouTube cantando “Flawless”, da cantora americana, e “Rude Boy”, de Rihanna, que pôs Iza no radar do público.

Ela relembrou o início da carreira cantando “Bad Romance”, de Lady Gaga, “What's My Name”, de Rihanna, e “Natiruts Reggae Power”, do Natiruts.

Dois anos depois de começar com os covers caseiros, Iza se tornou uma artista com potência suficiente para encher um palco de festival enquanto compete com atrações internacionais. 

Antes de “Pesadão”, por exemplo, conseguiu o feito de levantar milhares de punhos para o alto, em silêncio, enquanto o clássico discurso do ativista negro Martin Luther King Jr. se espalhava pelo autódromo. No momento catártico do show, a cantora e Marcelo Falcão fizeram o mesmo refrão acontecer, altíssimo, por algumas vezes.

A cantora encerra, com sucesso, a programação nacional do Lollapalooza. No palco Adidas ainda tocam Rufus du Sol e Years & Years.

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