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Não poderíamos fazer 'O Poderoso Chefão' na Disney, diz presidente do estúdio

Executivo falou sobre a aquisição da Fox pela Disney, finalizada em março passado

Rodrigo Salem
Los Angeles

A aquisição da Fox pela Disney, finalizada em março passado, foi um dos principais assuntos da D23 Expo, maior convenção temática da empresa, realizada em Anaheim, nos arredores de Los Angeles, a poucos quilômetros da Disneyland.

No sábado (24), Alan Horn, o presidente e diretor criativo dos Walt Disney Studios, explicou que pretende “respeitar a cultura” de um dos estúdios mais importantes da história de Hollywood.

“A caixa de areia da Fox é bem maior do que a da Marvel ou Lucasfilm. Temos a oportunidade de fazer filmes que não faríamos na Disney”, disse Horn em uma conversa com Sean Bailey (presidente de produção da Disney), Kathleen Kennedy (presidente da Lucasfilm) e Kevin Feige (presidente do Marvel Studios) acompanhada por alguns membros da imprensa internacional.

“As pessoas sabem o que verão nos filmes da Disney. Elas se sentem seguras. Não poderíamos fazer ‘O Poderoso Chefão’ e ‘Argo’ na Disney. Agora, podemos fazer todos os tipos de projetos.”

Mas não é bem o que aconteceu nas últimas semanas. Depois da Disney apresentar um prejuízo de US$ 170 milhões no último trimestre, grande parte por causa da transição da compra e pelo desempenho de “X-Men: Fênix Negra”, o presidente da companhia, Bob Iger, cancelou centenas de projetos que estavam em desenvolvimento na Fox.

A ideia inicial é apostar em remakes de franquias familiares como “Esqueceram de Mim”, “Uma Noite no Museu” e “Doze é Demais” —além das séries cinematográficas “Avatar” e “King’s Man: A Origem”, e o original “Ford vs. Ferrari”, esperança de Oscar para a próxima temporada de premiações.

Envolvido diretamente nas negociações com a Sony sobre o futuro do Homem-Aranha na Marvel, Horn conta que costuma ouvir a reação dos fãs da Disney sobre todos os filmes, mas que é um ambiente “muito dividido e diversificado.”

“Ninguém chega a um acordo sobre nada nas redes sociais. Precisamos tomar as decisões pensando no melhor interesse da nossa empresa.”

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