Descrição de chapéu Rock in Rio

Goo Goo Dolls promete hits no Rock in Rio, e líder diz que não está enjoado de 'Iris'

Vocalista da banda, que faz sua estreia no Brasil, conta que o sucesso só veio depois de o grunge despontar nos EUA

Lucas Brêda
São Paulo

Até a última semana, quando se apresentou nas cidades de Recife, São Paulo e Curitiba, abrindo os shows de Bon Jovi, o Goo Goo Dolls nunca havia tocado no Brasil. “Tínhamos um booker muito ruim. Ele nunca conseguia shows fora dos Estados Unidos e da Europa”, diz John Rzeznik, vocalista do grupo. 

“Nós o substituímos uns três anos atrás e aí começamos a receber propostas de vários lugares do mundo.”

Mesmo levando em conta que shows internacionais de artistas de médio porte não eram tão comuns por aqui como são hoje, a espera foi grande. Isso porque o Goo Goo Dolls, especialmente depois do hit “Iris”, uma das músicas mais conhecidas do fim dos anos 1990, virou presença frequente nas rádios.

Neste domingo (29), a banda americana sobe ao palco do Rock in Rio, também antecipando o show de Bon Jovi, para o primeiro encontro com a plateia carioca. Rzeznik lembra que “Iris”, de 1998, veio depois 
que eles já tinham mais de dez anos de carreira. “Fazer música era um trabalho de meio período. Não importava quando a grana ia entrar.”

Segundo o baixista, Robby Takac, a banda Goo Goo Dolls não tinha grandes pretensões comerciais. “Se tivesse que dormir no sofá por uma semana, tudo bem. Não havia pudor em gastar aquele pouco dinheiro que entrava.”

A mudança veio graças ao Nirvana. Depois que a banda de Kurt Cobain alcançou o mainstream com o disco “Nevermind”, de 1991, as gravadoras e o público começaram gradativamente a abrir espaço para o rock alternativo.

“Quando o grunge aconteceu, causou uma mudança muito grande no gosto musical das pessoas”, diz Rzeznik. “Um DJ hispter de Nova York começou a tocar nossa música e de repente ela estava tocando no país inteiro.”

“Iris”, que foi trilha do filme “Cidade dos Anjos”, também de 1998, alavancou a carreira do Goo Goo Dolls e, hoje, a banda já tocou a música milhares de vezes em shows. Mas os integrantes garantem que não enjoaram do hit.

“O dia em que isso acontecer, é porque o seu trabalho virou uma merda”, diz Takac. O baixista afirma, inclusive, que analisou dados das plataforma de streaming para saber quais faixas do Goo Goo Dolls os brasileiros mais ouvem para botá-las nos setlists. “O show é curto, e temos uma carreira grande.”

Mesmo se a banda não tivesse as informações do serviço de streaming, as principais músicas —entre elas “Slide”, “Name” e “Black Balloon”—, pelo menos de acordo com Rzeznik, muito dificilmente ficariam de fora.

“Odeio quando vou ver uma banda e eles não tocam o que eu quero ouvir porque estão enjoados de tocar”, afirma. “Me sinto tipo: ‘Acabei de te dar meu dinheiro para você ser um idiota egoísta’. Não me importa se você tem que tocar essas músicas todas as noites. Quero ouvir essas músicas.”

O cantor, que mantém a franja loira e lisa no melhor estilo anos 2000, se diz uma pessoa pessimista, mas  extremamente grato ao sucesso do Goo Goo Dolls. “Fazemos parte de uma minoria muito pequena que consegue realmente ganhar dinheiro com o que ama”, reflete. “A maioria das pessoas têm de encontrar maneiras de ser feliz para além do que eles fazem no dia a dia.”

Goo Goo Dolls

  • Quando Dom. (29), às 20h10, no palco Mundo
  • Onde Rock in Rio - Pq. Olímpico, av. Embaixador Abelardo Bueno, 3.401, Rio de Janeiro
  • Preço Ingressos esgotados
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