Internet e capital financeiro embaçaram o mundo, diz Guilherme Wisnik

No podcast Ilustríssima Conversa, arquiteto fala sobre sensação de incerteza nos dias de hoje

Walter Porto

O convidado do podcast Ilustríssima Conversa nesta semana é Guilherme Wisnik, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Seu novo livro, “Dentro do Nevoeiro” (Ubu), interliga a história da política mundial, a crítica de arte e uma análise da evolução tecnológica recente para tentar explicar a sensação de nublamento e falta de nitidez que paira sobre o espírito do nosso tempo.

A conversa com o repórter Walter Porto, que abarca de Steve Jobs a Pier Paolo Pasolini, de Walter Benjamin a Francis Fukuyama, trata de uma realidade menos palpável alimentada pela internet e pelo capital especulativo; a maneira como o excesso de imagens e o avanço tecnológico afetam a percepção do mundo; e o papel da arquitetura de outras formas de arte na tradução do nevoeiro em que vivemos.

guilherme wisnik fala ao microfone
O arquiteto Guilherme Wisnik, professor da FAU-USP e autor de "Dentro do Nevoeiro" - Reinaldo Canato/Folhapress

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Na série Ilustríssima Conversa, são entrevistados quinzenalmente autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.

Já participaram do programa:

  • Cristina Serra, autora de "Tragédia em Mariana" (ed. Record), que falou sobre os desastres da Vale e da Samarco;
  • Joselia Aguiar, que lançou uma biografia de Jorge Amado pela Todavia;
  • Marisa Lajolo, autora de  "Literatura: Ontem, Hoje e Amanhã" (Editora Unesp);
  • Maria Rita Kehl, autora de "Bovarismo Brasileiro" (Boitempo);
  • Daniel Furlan, membro do grupo Choque de Cultura, que lançou o livro "79 Filmes para Assistir Enquanto Dirige";
  • Sérgio Abranches, cientista político e autor de "Presidencialismo de Coalizão" (Companhia das Letras);
  • Mauricio Stycer, autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As Muitas Faces do Empresário Silvio Santos" (Todavia);
  • Adriana Negreiros, autora de " Maria Bonita - Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço" (ed. Objetiva);
  • João Silvério Trevisan, autor de "Devassos no Paraíso", compêndio sobre a sexualidade no Brasil;
  • Gabriel Feltran, sociólogo e professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), autor de “Irmãos - Uma História do PCC” (Companhia das Letras); 
  • Contardo Calligaris, que reeditou recentemente o livro “Hello Brasil! - Psicanálise da Estranha Civilização Brasileira";
  • Marcelo D'Salete, autor das HQs "Angola Janga" e "Cumbe", que contam a história dos quilombos no Brasil;
  • Laura Carvalho, economista, autora de “Valsa Brasileira: Do Boom ao Caos Econômico”;
  • Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e autor de "A Pátria Educadora em Colapso";
  • José Miguel Wisnik, autor de "Veneno Remédio", um ensaio sobre futebol;
  • Sérgio Rodrigues, autor de "O Drible", romance histórico sobre futebol; 
  • Lilia Schwarcz, antropóloga que lançou livro sobre racismo e escravidão; 
  • Marcos Nobre, professor de filosofia da Unicamp, segundo quem a sociedade passa por um momento de transição; 
  • Regina Zappa, que escreveu livro sobre maio de 1968; 
  • Flávia Biroli, autora de obra sobre desigualdades de gênero na política e sociedade; 
  • Claudia Wasserman, autora do livro "Teoria da Dependência", que falou sobre intelectuais que disputaram com FHC; 
  • Felipe Recondo, jornalista que escreveu "Tanques e Togas", sobre a atuação do STF durante a ditadura militar; 
  • Plinio Junqueira Smith, professor de filosofia, que escreveu "Uma Visão Cética de Mundo", sobre o filósofo Oswaldo Porchat; 
  • Francisco Bosco, doutor em letras e autor de "A Vítima Tem Sempre Razão?", que falou sobre o politicamente correto;
  • Conrado Hübner Mendes, professor de direito constitucional da USP, que falou sobre o Supremo Tribunal Federal.

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