Tarifas 'funcionam melhor do que se imaginava', diz Trump

Presidente americano afirma no Twitter que a China está conversando com os EUA

Washington | Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa da sua estratégia de impor altas tarifas às importações de produtos da China. Disse que a medida está "funcionando muito melhor do que se imaginava" e que Pequim está conversando com os Estados Unidos.

"As tarifas estão funcionando muito melhor do que se imaginava", escreveu Trump no Twitter no final da tarde de sábado (4), citando prejuízos no mercado de ações da China enquanto ele previu que as bolsas americanas poderiam "subir drasticamente" assim que os acordos comerciais fossem renegociados.

O comentário de Trump foi interpretado como uma resposta aos chineses. Na noite de sexta-feira (3), o ministro das Finanças chinês revelou tarifas adicionais sobre 5.207 bens importados dos Estados Unidos, com alíquotas entre 5% e 25% do valor total dos produtos, menos da metade do que foi proposto pelo governo do presidente americano Donald Trump.

A resposta segue a proposta do governo Trump de uma tarifa de 25% sobre US$ 200 bilhões (cerca de R$ 740 bilhões) de importações chinesas.

Estados Unidos e China implementaram tarifas de US$ 34 bilhões (R$ 126 bilhões) entre seus bens em julho. É esperado que Washington em breve implemente tarifas sobre mais US$ 16 bilhões (R$ 59 bilhões) em bens chineses, sobre as quais a China já disse que irá corresponder de maneira imediata.

"A pressão extrema da Casa Branca e a chantagem já estão claras para a comunidade internacional", disse um comentário do canal estatal. "Tais métodos de chantagem extrema não irão afetar a China."

A China até agora já impôs ou propôs tarifas sobre uma centena de produtos americanos, representando a vasta maioria das importações anuais da China de produtos dos Estados Unidos.

A nova proposta de Pequim é tarifar US$ 60 bilhões (R$ 222 bilhões) em produtos americanos.

"O Estados Unidos têm repetidamente recorrido a táticas de enganação, tentando forçar a China a ceder, tanto superestimando seu próprio poder de barganha como subestimando a determinação chinesa e sua habilidade de defender sua dignidade nacional e os interesses de seu povo", disse um editorial da agência de notícias oficial Xinhua.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, segue a linha do presidente e defende a nova política comercial americana.

"O presidente Trump herdou um regime comercial injusto segundo o qual os trabalhadores e empresas americanos não estavam sendo tratados de maneira recíproca ou justa pelos chineses, e os esforços do governo Trump têm a intenção de acertar isso, de corrigir isso", disse Pompeo.

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