Com concorrentes em crise, Amazon oferece ajuda a editor

E-commerce ofereceu socorro após anúncios recuperação da Cultura e Saraiva

Joana Cunha Rogério Gentile
São Paulo

Tida por muitos especialistas no setor como a concorrente que desencadeou a crise das livrarias físicas, a Amazon apresentou um plano para amenizar a pressão sobre as editoras.

Logo após as notícias de recuperação judicial da Cultura e da Saraiva, que deixaram o mercado editorial fragilizado, a gigante do comércio eletrônico enviou uma comunicado às editoras oferecendo uma lista de pontos para socorrê-las.

Pediu que as editoras não cancelem nem adiem lançamentos de livros sem discutir antes com a Amazon porque ela pode viabilizar os títulos no formato de livro eletrônico.

Também ofereceu pagamento antecipado de recebíveis com taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado. Entre outras alternativas, a Amazon se ofereceu para comprar parte do inventário que tenha sido devolvido pelo mercado.

Mario Meirelles, gerente-geral para livros impressos da companhia americana, disse que nenhum dos pontos listados é novidade para a empresa.

Mas a simples reapresentação gerou interesse em um momento de fragilidade.

"A nossa carta foi feita para deixar claro e relembrar as editoras de que temos essas políticas. Muitas editoras pequenas nem sabiam que temos essas políticas", disse o executivo.
 

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