Descrição de chapéu Governo Bolsonaro Previdência

Após críticas, governistas se mobilizam para defender Previdência na CCJ

Para parlamentares favoráveis à reforma, líderes não se mobilizaram para intercalar falas em defesa com ataques da oposição

Thiago Resende Angela Boldrini
Brasília

Depois que a articulação do governo Jair Bolsonaro foi criticada, líderes da base se mobilizaram para defender a reforma da Previdência na reunião desta terça-feira (9) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). 

Os deputados reclamaram de falta de estratégia do governo durante a audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na última quarta-feira (3). Segundo parlamentares favoráveis à reforma, os líderes do governo não se mobilizaram para intercalar falas em defesa da proposta com os ataques da oposição. 

Nesta semana, os líderes do governo e do PSL, Major Vitor Hugo (GO) e Delegado Waldir (GO) apareceram na fila da porta da comissão logo pela manhã. Logo depois, vice-líderes do governo na Casa começaram a aparecer na fila, para se inscrever para falar. 

Deputado Major Vitor Hugo saindo da sede do Ministério da Economia, em Brasília
Deputado Major Vitor Hugo saindo da sede do Ministério da Economia, em Brasília - Adriano Machado/Reuters

A reunião desta terça-feira (9) terá a apresentação do parecer do relator da reforma nesta fase, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Depois, deve haver pedido de vista, e a previsão é que o início da discussão para a votação seja apenas na próxima semana. 

A ordem das inscrições é importante porque determina quem terá a chance de falar na reunião. No caso de Guedes, por exemplo, só havia deputados de esquerda entre os primeiros a falar, gerando desgaste para o ministro e a proposta. 

"Mudamos a estratégia até porque a gente percebeu que na semana passada a oposição se articulou. Temos que levar em consideração que membros da oposição são membros que estão há muito tempo nessa Casa", afirmou a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que na sessão com Guedes havia comparecido apenas brevemente no final, apareceu nesta terça-feira ao plenário da reunião, apesar de não ser membro da comissão.

Antes mesmo do início da sessão, governistas e oposição iniciaram o debate sobre a reforma da Previdência.

Waldir e a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) discutiram sobre a proposta que endurece as regras de aposentadorias.

Bomfim criticou principalmente as medidas que mudam os critérios para aposentadoria rural e o novo modelo de BPC (benefício pago a idosos carentes).

Governistas estão confiantes para a votação do parecer de Freitas, prevista para a próxima semana.

Hasselmann evita prever o placar. Mas aliados de Bolsonaro acreditam que mais de 40 deputados devam votar a favor a reforma na CCJ, que é formada por 66 membros.

A mobilização desta terça é protagonizada pelo PSL, partido de Bolsonaro.

Para aprovar a PEC, o governo precisa do apoio de mais bancadas partidárias que, apesar de serem a favor da reforma, não se declaram aliados ao Palácio do Planalto.

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