Natura diz que Avon está alinhada sobre não fazer testes em animais

Avon afirma ter banido testes em 1989, mas exceto quando exigidos por legislações locais

Filipe Oliveira
São Paulo

Em entrevista para grupo de jornalistas sobre a aquisição da Avon pela Natura, Roberto Marques, presidente executivo do Conselho da Natura &Co, disse que as duas companhias têm posições semelhantes sobre o compromisso de não usar animais em testes de produtos.

Questionado sobre a prática da Avon em mercados como o chinês, Marques, afirmou que as duas empresas são contrárias à prática.

"Eles não mantém o controle em alguns mercados, mas estão alinhados a nossa política de não realizar testes em animais."

Em seu site oficial, a Avon afirma ter banido o uso de animais em 1989, sendo a primeira empresa do setor de cosméticos do mundo a tomar a iniciativa.

Segundo a companhia, como alternativa ao uso de animais, suas avaliações de segurança dos produtos usam informação obtida a partir de modelos computacionais, testes in vitro e testes clínicos em voluntários

Por outro lado, a companhia afirma que a legislação de alguns países pode exigir que produtos sejam submetidos a testes extraordinários que podem potencialmente incluir testes em animais.

"A Avon tenta persuadir a autoridade requerente para não realizar testes em animais. No caso de esta tentativa não ser bem sucedida, a Avon tem de cumprir a lei do país e submeter os produtos a testes adicionais." 

Em 2011, menos de 0,3% dos produtos da companhia foram afetados por imposições como essa, ainda de acordo com a empresa.

Em 2012, a ONG americana Peta (Pessoas a favor do tratamento ético dos animais, na sigla em inglês) apontou que a Avon estaria mudando silenciosamente suas políticas de respeito aos animais de décadas  para entrar no mercado chinês, devido às imposições regulatórias.

A Avon afirma trabalhar com o mesmo objetivo da Peta de buscar convencer governos a aceitar outras alternativas científicas igualmente válidas aos testes em animais. 
 

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