Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Quem colocou Brasil em situação catastrófica não pode melhorar país, diz porta-voz

Otávio Rêgo Barros afirmou que a escolha dos integrantes dos órgãos do governo é feita dentro de um caráter técnico

Danielle Brant Talita Fernandes
Brasília

Pessoas que integraram governos que colocaram o Brasil “nessa situação catastrófica” não poderão compartilhar com a administração de Jair Bolsonaro (PSL) a possibilidade de melhorar o país, afirmou o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, na noite desta segunda-feira (17).

A resposta foi dada após questionamento sobre se o governo Bolsonaro promoveria uma caça às bruxas, após a saída de Joaquim Levy do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Levy foi ministro da Fazenda da ex-presidente Dilma Rousseff.

Rêgo Barros reiterou que Bolsonaro tem por concepção pessoal a percepção de que “eventuais pessoas que tenham participado de governos que colocaram o Brasil nessa situação catastrófica em que se encontra não devem compartir conosco a possibilidade de promover a melhoria do Brasil.”

Apesar disso, o porta-voz afirmou que a escolha dos integrantes dos órgãos do governo “é nitidamente dentro de um caráter técnico”. “Sendo um caráter técnico, o próprio substituto do Joaquim Levy agora se apresentando corrobora essa percepção do senhor presidente”, afirmou Rêgo Barros.

Levy foi substituído no BNDES por Gustavo Montezano, que ocupa o cargo de secretário especial adjunto da Secretaria de Desestatização e Desinvestimento, do Ministério da Economia.

Montezano é graduado em engenharia pelo IME (Instituto Militar de Engenharia) e mestre em economia pelo Ibmec-RJ. Também atuou no mercado financeiro e foi sócio-diretor do BTG Pactual, responsável pela divisão de crédito corporativo e estruturados, em São Paulo.

No sábado, Bolsonaro disse que Levy estava "com a cabeça a prêmio há algum tempo" e que o clima tinha piorado depois que Levy manifestou intenção de nomear um executivo que trabalhou na gestão petista.

O presidente disse que "governo é assim, não pode ter gente suspeita" em cargos importantes. "Essa pessoa, o Levy, já vem há algum tempo não sendo aquilo que foi combinado e aquilo que ele conhece a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio já há algum tempo", disse.

Na sexta (14), o presidente também ameaçou demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, cujo comportamento foi considerado como de “sindicalista” por Bolsonaro.

O general desagradou ao presidente por ter tirado foto com parlamentares de esquerda e ter dito que não haverá privatização dos Correios, como é planejado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

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