Descrição de chapéu Governo Bolsonaro Previdência

Em evento a ruralistas, Bolsonaro defende Previdência mais branda a policiais

Presidente fez apelo por alteração e disse que não se pode dizer que a categoria é privilegiada

Gustavo Uribe
Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que errou ao não ter incluído regras mais brandas para policiais federais e rodoviários na reforma previdenciária e fez um apelo público pela mudança no texto da proposta.

Na noite de quarta-feira (3), após uma tentativa de acordo articulado pelo próprio presidente, a comissão especial da Câmara dos Deputados não chegou a um consenso com a categoria policial, que considerou as alterações insuficientes.

Em discurso à bancada ruralista, durante café da manhã no Palácio do Planalto, o presidente defendeu que a mudança não é uma tentativa de privilegiar as forças policiais e pediu uma atitude de bom senso do Poder Legislativo.

 

"Tem um equivoco que nós, governo, erramos e dá para resolver essa questão através do bom senso dos senhores. Eu peço, por favor. O discurso de alguns, como se quiséssemos privilegiar também polícia federal e polícia rodoviária federal, não procede. São aliados nossos e nunca tiveram privilégio no Brasil", disse.

O presidente ressaltou que as forças policiais são aliadas do país, "dão as suas vidas para todos nós brasileiros" e pediu que as demandas da categoria sejam atendidas nem "que seja em parte". Para ele, não é justo também dizer que os policiais militares são privilegiados.

"Policial militar nunca teve privilégio no Brasil. Se fala em restabelecer privilégios, não é verdade. Eu apelo aos senhores, nessa questão específica, vamos atender, que seja em parte, porque os policias militares são mais do que os nossos aliados, são aqueles que dão as suas vidas para todos nós brasileiros. O mesmo no tocante à policial federal e à policial rodoviária", disse.

 
 Presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro - Marcos Corrêa/PR

O alívio na aposentadoria de categorias de segurança pública, em especial policiais federais, é um dos pontos que travam o avanço do projeto na Casa. O PSD, uma das maiores bancadas, não abre mão de fazer alterações que beneficiem o setor.

A proposta negociada nesta quarta-feira (3) com o relator do texto, Samuel Moreira (PSDB-SP), previa idade mínima de 53 anos para homens, e 52, para mulheres, da carreira de policial federal, policial rodoviário federal e polícia legislativa.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), enviada pelo governo em fevereiro, criava uma idade mínima de 55 anos para homens e mulheres. Hoje, não há idade mínima para as categorias se aposentarem, mas apenas a exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25, se mulher.

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