Com pré-sal, Petrobras anuncia recordes de produção no 3º trimestre

Vendas de combustíveis, porém, caem 7% em relação ao mesmo período do ano anterior

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

A Petrobras informou nesta quinta (17) o registro de recordes diário e mensal de produção durante o terceiro trimestre de 2019. 

Na média trimestral, a empresa produziu 2,878 milhões de barris de petróleo e gás, alta de 9,3% em relação ao trimestre anterior e de 14,6% na comparação com o mesmo período de 2018.

Os dados fazem parte do Relatório de Produção e Vendas da empresa, que passou a divulgar esses dados antes da publicação do balanço, a exemplo do que faz a Vale.

Segundo o texto, o crescimento da produção é resultado da instalação de sete plataformas de produção entre 2018 e 2019, seis delas no pré-sal da Bacia de Santos.

Juntas, elas contribuíram com 555 mil barris por dia para a média trimestral. 

Em agosto, a empresa bateu seu recorde mensal de produção, chegando a três milhões de barris por dia.

No mesmo mês, bateu seu recorde diário, com 3,1 milhões de barris por dia.

No relatório, a empresa diz que o resultado mostra "sólido desempenho operacional" no período. No quarto trimestre, uma nova plataforma entrará em operação, também no pré-sal da Bacia de Santos.

Os campos do pré-sal já representam 60% da produção da estatal no Brasil. Já as operações fora do pré-sal mostraram estabilidade, fechando o trimestre na média de 706 mil barris por dia –0,8% a mais do que no trimestre anterior e 4,9% a menos do que no mesmo período de 2018.

Na área de refino, a Petrobras ampliou a utilização de suas refinarias, que operaram com 80% da capacidade no trimestre, contra 76% no trimestre anterior.

A empresa produziu 1,816 milhão de barris de combustíveis por dia, 2,9% a mais do que no trimestre anterior e praticamente estável com relação ao registrado um ano antes.

As vendas, porém, representam queda de 7% com relação ao mesmo trimestre de 2018, quando o preço do diesel estava tabelado e a concorrência com importados caiu.

O volume de vendas do combustível registra queda de 8,7% nessa base de comparação, chegando a 770 mil barris por dia. Segundo a estatal, o desempenho reflete o "aumento da participação de competidores no mercado".

A maior competição também impactou nas vendas de gasolina pela estatal, que caíram 2,7% em um ano, para 377 mil barris por dia.

Com menor venda de combustíveis e maior produção de petróleo, o saldo comercial da companhia cresceu 708,6% com relação ao mesmo período de 2018, chegando a 469 mil barris por dia –a empresa exportou 801 mil e importou 332 mil barris por dia.

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