Bolsonaro diz que gostaria de cotação do dólar abaixo de R$ 4

Presidente ponderou que apesar do esforço do governo brasileiro, questões externas influenciam câmbio

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (20) que o esforço de seu governo é para que o dólar fique em um patamar abaixo de R$ 4.

Na entrada do Palácio do Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores, ele ponderou, no entanto, que a cotação da moeda norte-americana não depende apenas de políticas do governo.

"Eu gostaria do dólar abaixo de R$ 4, mas não são só questões internas. O problema é que o mundo tá todo conectado, qualquer problema lá fora tem reflexo no todo”, disse.

Dólar opera acima de R$ 4,20
Dólar opera acima de R$ 4,20 - Sergio Maureira - 14.nov.2019/Zimel Press

Na segunda-feira (18), o dólar fechou a R$ 4,207, maior valor nominal da história. O recorde em valores reais é de 2002, quando a moeda chegou a R$ 4 nominalmente, que hoje seriam R$ 10,80.

O presidente evitou comentar a alta do dólar na segunda. Pela noite, ao chegar ao Palácio da Alvorada, ele foi questionado se o governo tomaria alguma ação para conter a disparada da moeda americana. 

"O dólar subiu? Conversa.... quer o telefone do Roberto Campos [presidente do Banco Central]?", disse.

A moeda está em trajetória de alta desde o leilão do pré-sal, em 6 de novembro. A expectativa do mercado era de alta participação dos estrangeiros e grande entrada de dólares no país, o que não se concretizou.

Na terça-feira (19), o dólar seguiu no patamar de R$ 4,20 e a Bolsa de Valores recuou 0,4%, menor patamar desde 18 de outubro. O Banco Central não indicou intervenção para baixar a cotação, que acumula alta de 4,5% no mês.

Além do aumento da moeda norte-americana, pesou para a queda do Ibovespa o viés negativo do índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York. Ele recuou 0,36% com uma previsão menor de vendas no final de ano da gigante do varejo Home Depot. 

Ainda na porta do Palácio do Alvorada nesta quarta-feira, o presidente voltou a criticar a reportagem da Folha.

"Hoje, a Folha de S.Paulo está dizendo que não vai ter dinheiro para pagar o 13º salário do Bolsa Família. Não é uma imprensa sadia que faz isso aí", disse.

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