TST terá primeira mulher à frente da Presidência a partir de 2020

A ministra Maria Cristina Peduzzi foi eleita para comandar a corte

Brasília

Uma mulher vai presidir pela primeira vez o TST (Tribunal Superior do Trabalho). A ministra Maria Cristina Peduzzi foi eleita nesta segunda-feira (9) para comandar a corte.

A ministra Maria Cristina Peduzzi será a primeira mulher a comandar o TST
A ministra Maria Cristina Peduzzi será a primeira mulher a comandar o TST - Giovanna Bembom/TST

A posse será no dia 19 de fevereiro de 2020, para um mandato de dois anos. Peduzzi vai substituir o ministro Brito Pereira e ainda estará à frente do CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho). 

Foram eleitos também em sessão extraordinária do pleno tribunal o ministro Vieira de Mello para a Vice-Presidência e o ministro Aloysio Corrêa da Veiga para a função de corregedor-geral da Justiça do Trabalho.

"Muito me orgulha a contingência histórica de ser a primeira mulher eleita presidente do tribunal", afirmou Peduzzi. Ela ainda agradeceu o apoio dos colegas do TST.

Peduzzi afirmou ainda que há desafios institucionais a enfrentar. 

"Desde logo, afirmo nosso compromisso com a Justiça do Trabalho e com a sua missão de pacificar os conflitos laborais", disse. "Esperamos todos contribuir para a construção de uma administração judicial funcional, eficiente, capaz de sempre dar resposta célere às reivindicações da sociedade brasileira."

Peduzzi está no TST desde 2001. Atualmente, ela preside a 8ª Turma e já foi vice-presidente do TST, de 2011 a 2013.

A ministra é formada em direito pela UnB (Universidade de Brasília) e mestre em direito, estado e constituição, também pela UnB.

Antes de chegar ao TST, Peduzzi atuou como advogada nos tribunais superiores desde 1975. Ela chegou ao tribunal pela vaga da advocacia.

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