Cade nega recurso e confirma acordo entre Boeing e Embraer

Ministério Público Federal pedia nova avaliação da operação de venda

Brasília e São Paulo | Reuters

O Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) confirmou a operação de venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer para a Boeing, que tinha sido aprovada em janeiro sem restrições por decisão do superintendente-geral da autarquia.

A maioria do colegiado acatou o voto do conselheiro-relator, Luiz Hoffmann, que se posicionou contra o recurso apresentado pelo MPF (Ministério Público Federal) na semana passada questionando a operação.

Para o colegiado, o MPF não tinha legitimidade para atuar nesse tipo de caso de concentração.

O MPF pedira nova análise por ter identificado "algumas omissões" na decisão da Superintendência-Geral do Cade ao avaliar o mercado que seria afetado com a operação. Um dos pontos questionados era sobre o impacto do acordo para a aviação regional --aeronaves com menos de cem assentos.

Também nesta quarta, a Embraer informou ter entregue 81 jatos, sendo 35 comerciais e 46 executivos, no quarto trimestre de 2019.

A empresa informou que encerrou o ano passado com uma carteira de pedidos firmes a entregar no total de US$ 16,8 bilhões de dólares.

Os números representam uma alta em relação ao último trimestre de 2018, quando a Embraer entregou um total de 69 aviões, sendo 33 jatos comerciais e 36 jatos executivos.

Em todo o ano de 2019, a companhia entregou um total de 198 jatos, sendo 89 comerciais e 109 executivos, aumento de 9% em relação a 2018.

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