Rappi lança serviço de agência de viagem

Aplicativo de entregas passa a permitir reserva de passagens, hotéis e ingressos para parques

Beatriz Montesanti
São Paulo

O aplicativo de entregas Rappi lançou hoje um serviço de agência de viagens que pretende ofertar, nos próximos meses, da compra de passagens aéreas à reserva de ingressos para parques de diversões.

A opção Rappi Travel está disponível no aplicativo a partir desta quinta (8) em versão restrita. Por ora, é possível comprar passagens aéreas, rodoviárias e realizar reservas em hotéis.

Segundo o presidente da empresa, Sérgio Saraiva, as demais opções, como aluguel de carros, devem entrar no ar nos próximos dois meses, seguindo a demanda dos usuários.

Para ofertar os serviços, a Rappi fechou parcerias com as companhias aéreas nacionais, além de empresas do setor de turismo, entre elas a plataforma Hotelbeds, a rede de hotéis Atlantica e o site de venda de passagens de ônibus ClickBus.

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Tela do aplicativos de entrega Rappi - Gabriel Cabral/Folhapress

O objetivo é competir com outras OTAs (sigla em inglês para agências de viagem online), caso da Decolar.com e a Booking.com.

O diferencial, de acordo com Saraiva, é que o cliente pode realizar toda e qualquer operação ou mudança de seu planejamento, como troca de assento ou mudar a data da reserva, dentro do próprio aplicativo, sem precisar ligar para uma central de atendimento.

"A ideia é que você transite pelo ecossistema Rappi sem precisar sair do aplicativo", disse o presidente.

Ainda assim, por enquanto, há um telefone disponível para a resolução de problemas.

Pelos próximos 90 dias, a empresa está oferecendo também a possibilidade de reembolso de 20% para o caso de desistência da compra. O dinheiro, no entanto, é revertido em "Rappi crédito", ou seja, só pode ser utilizado dentro do próprio serviço.

Sobre a escolha pelo lançamento em meio à pandemia do coronavírus, quando viagens e turismo ainda operam de forma restrita, Saraiva respondeu que a ideia é aproveitar o começo da retomada econômica.

O setor de turismo acumulou perdas nos últimos meses - importantes pontos de visitação no país ficaram fechados durante meses, milhares de pessoas foram demitidas e empresas da áreas despencaram na Bolsa. O turismo corporativo também encolheu e deve ter mais dificuldade ainda para se recuperar.

"A gente entende que o país não parou, há hoje demandas de viagens a trabalho, por motivos de saúde e até lazer. A demanda está lá e vai crescer. Sabemos que a pandemia não terminou, mas estamos começando a retomada e queremos fazer parte desse processo", disse.

Segundo o presidente, na fase de testes, 1.500 passagens foram vendidas pelo Rappi Travel. O Rappi já oferece hoje entregas de restaurantes, mercados, farmácias e lojas.

O aplicativo também tem uma funcionalidade chamada "qualquer coisa", que funciona para serviços gerais, como enviar pacotes pequenos, mandar uma roupa para costureira ou requisitar um serviço de chaveiro.

A empresa foi criada na Colômbia e está hoje em nove países. No Brasil, oferece serviços em cem cidades.

O lançamento contou com a participação do secretário de Turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz, que anunciou a criação de um aplicativo com o objetivo de fomentar o turismo no estado. "Tecnologia em turismo gera empregos e é sempre bem-vinda", disse.

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