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Consumidor mantém na Black Friday hábitos de consumo que surgiram com pandemia

Itens para a casa, gadgets que facilitam o home office e produtos para o bem-estar estão entre as preferências

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Brasília

Os consumidores irão manter na Black Friday os hábitos de consumo adquiridos na pandemia, mostram pesquisas sobre o que eles estão procurando às vésperas do evento comemorado nesta sexta-feira (27)

As buscas mantêm padrão de itens que ganharam espaço na vida do brasileiro após o novo coronavírus obrigar o distanciamento social. Produtos para a casa, itens de escritório e gadgets que facilitam o home office estão entre as preferências.

Interesse por itens relacionados à leitura, bem-estar e necessidade de produtos para o trabalho em casa têm levado os brasileiros a pesquisarem termos como webcams, leitores digitais e até óleos essenciais, que tiveram crescimento de 83% em relação a 2019, segundo levantamento do Google realizado de 14 a 20 de novembro.

Mais que dobraram as buscas por webcams, fones de ouvido, rímel e produtos para cílios. Cadeiras, móveis de escritório, pijamas, consoles de videogame e móveis também se destacam.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o Google observou crescimento de 56% em buscas por tablets e leitores digitais, seguidos por computadores (54% de alta), cama, mesa e banho (53%), produtos pet (45%) e jogos (41% de crescimento).

U​m levantamento da startup de tecnologia Simplex em sites de ecommerce aponta para a mesma tendência. Além de sofá e itens de escritório, um produto chamou a atenção: árvores de Natal.

“Embora seja sazonal, a gente não costumava ver árvore de Natal nas principais buscas da Black Friday [nos anos anteriores]", afirma João Lee, fundador da startup.

"A quantidade de buscas que têm a ver com a casa cresceu. Cadeiras de escritório e poltronas têm uma relação direta com estar mais em casa, investir no home office. Como você não vai mais para a rua, para o bar, há uma tendência de sofisticar a experiência que se tem em casa”.

Em 2019, as pesquisas concentravam-se em celulares e em eletrodomésticos, segundo a Simplex. Desta vez há mais interesse por bebidas como uísque e gim, móveis para a casa —cama de solteiro, além de sofá— e itens de escritório.

TV de 50 polegadas e pneus também estão entre as preferências dos consumidores. A análise comparou buscas realizadas em ecommerces no fim de outubro e na terceira semana de novembro.

Em um ano com 7,3 milhões de novos consumidores digitais movidos em grande parte pela pandemia do coronavírus, uma projeção da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) aponta que a Black Friday será a primeira data comemorativa pós Covid-19 em que o varejo apresentará crescimento real.

Apesar de oficialmente ocorrer na sexta, grandes varejistas como Via Varejo, Magazine Luiza e Mercado Livre anteciparam o calendário para movimentar a temporada de compras.

Analistas avaliam que a Black Friday será um ​teste de fogo para o e-commerce. Os obstáculos no cenário econômico não são modestos. Em uma ponta, há recorde na taxa de desemprego, encolhimento da renda com o fim do auxílio emergencial em dezembro e cenário de inflação em alta, que poderá impactar nas compras.

Na outra ponta, há fatores que pressionam custos de produção e impactam estoques, como a alta do dólar e a falta de insumos na indústria durante a pandemia.

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