Laura Carvalho e Samuel Pessôa debatem crescimento com responsabilidade fiscal

Novo ciclo será essencial para absorver milhões de desempregados e minorar o quadro fiscal

São Paulo

A Folha e o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas promoveram nesta quinta-feira (26) um evento online para apontar saídas para o cenário pós-pandemia e as alternativas para acelerar o crescimento da economia mantendo as contas públicas sob controle.

Nos últimos anos, mesmo antes da pandemia da Covid-19, a economia brasileira já vinha apresentando crescimento medíocre, ao redor de 1% ao ano. Agora, com os gastos extras para combater os efeitos do coronavírus, o temor é que as contas públicas saiam do controle, comprometendo a retomada prevista para 2021.

Com o forte aumento da desigualdade, queda na ocupação e recuo do PIB estimado em cerca de 5% neste ano, iniciar um novo ciclo de crescimento será essencial para absorver milhões de desempregados, reduzir a informalidade e minorar o quadro fiscal, tanto pelo lado da receita como dos gastos públicos.

Mas como gerar crescimento dentro de um quadro de incertezas, com uma dívida bruta que caminha para 100% do PIB, sem reformas essenciais para destravar o país e que possam reduzir os gastos da União, tornando o Brasil menos desigual e mais produtivo.

Participaram do evento “Como gerar um novo ciclo de crescimento” a economista Laura Carvalho, professora livre-docente da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, e Samuel Pessôa, pesquisador associado do Ibre-FGV —com mediação do repórter especial da Folha Fernando Canzian.

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