Descrição de chapéu The New York Times

Negócio de US$ 2 bi cria a primeira megaeditora do mundo

A ViacomCBS concordou em vender a Simon & Schuster para a Penguin Random House

The New York Times

A maior editora de livros dos Estados Unidos está prestes a crescer. A ViacomCBS concordou em vender a Simon & Schuster para a Penguin Random House por mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões), um negócio que criará a primeira megaeditora.

A Penguin Random House, maior editora de livros dos EUA, é propriedade do conglomerado de mídia alemão Bertelsmann. A aquisição da Simon & Schuster, terceira maior editora, criaria uma gigante dos livros, combinação que poderia despertar preocupações antitruste.

O negócio inclui disposições que protegeriam a ViacomCBS no caso de a venda ser vetada pelas autoridades. A Bertelsmann pagaria o que é conhecido como taxa de rescisão se o negócio não se concretizar.

Loja da Livraria Cultura, na avenida Paulista, região central de São Paulo - Victor Moriyama-20.dez.12/Folhapress

A venda da empresa modificará profundamente a indústria editorial, cada vez mais um setor em que o vencedor leva tudo enquanto as maiores empresas disputam autores famosos e best-sellers garantidos.

O mercado de livros passou por várias ondas de consolidação na última década, com a fusão da Penguin e da Random House em 2013, a compra da editora de romances Harlequin pela News Corp. e a aquisição da Perseus Books pela Hachette Book Group.

A Simon & Schuster, que publica autores proeminentes como Stephen King, Don DeLillo, Bob Woodward, Doris Kearns Goodwin e Walter Isaacson, era um prêmio atraente para editoras maiores que desejam crescer com aquisições. Ela possui um vasto catálogo, com mais de 30 mil títulos.

O ano passado foi tumultuado para a Simon & Schuster. Em março ela foi posta à venda, no início da primeira onda da pandemia do coronavírus, que desestabilizou a economia e obrigou o fechamento de livrarias, prejudicando um importante canal de vendas.

Em maio, Carolyn Reidy, a querida executiva-chefe da empresa, morreu repentinamente e foi mais tarde substituída por Jonathan Karp, que antes era o editor da Simon & Schuster, a principal casa da companhia entre dezenas de editoras. A empresa também enfrentou ações judiciais movidas pela família Trump e o governo, já que o presidente tentou sem sucesso impedir a publicação de livros que o criticavam, escritos por John Bolton e Mary L. Trump.

A empresa teve um ano lucrativo, apesar desses obstáculos. A receita cresceu para US$ 649 milhões até setembro, um aumento de 8%, e o lucro antes dos impostos aumentou 6%, para US$ 115 milhões.

Karp e Dennis Eulau, diretores de operações e financeiro da Simon & Schuster, permaneceriam como chefes da editora sob novos donos.

Traduzido por Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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