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Startup que vacina em casa recebe investimento de R$ 110 milhões

Fundador afirma que objetivo é ampliar oferta de serviços

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São Paulo

A Beep Saúde, startup para agendamento online para aplicação de vacina em casa, anuncia nesta quarta-feira (14) um investimento de R$ 110 milhões para apoiar seu crescimento.

A maior parte do dinheiro vem do fundo americano Valor Capital Group. Também participam investidores que já tinham aplicado recursos na empresa, como a gestora DNA Capital, o Bradesco e o empresário David Velez, presidente do Nubank.

O médico Vander Corteze, fundador e presidente da Beep Saúde, diz que o objetivo da empresa é usar os recursos para criar novas frentes de negócios. A que receberá mais atenção em um primeiro momento será a de exames em casa, que começou a funcionar em outubro no Rio de Janeiro.

Além do Rio, o serviço está presente no Distrito Federal, em São Paulo e no Paraná. O investimento também permitirá chegar em Minas Gerais e no Espírito Santo.

A Beep Saúde tem 500 funcionários e 300 vagas abertas. Espera fechar o ano com 1.000 profissionais contratados.

Corteze diz que sua startup deverá seguir buscando novos serviços para adicionar ao seu aplicativo. Segundo ele, uma das inspirações para seu negócio é a Amazon, que entrou no mercado vendendo livros e mais tarde passou a ser conhecida como a loja de tudo pela variedade de itens e serviços que incorporou.

O empresário diz que, ao fazer o cliente ter mais contato com comércio eletrônico e o delivery, a pandemia também facilitou a adoção do serviço de medicina em casa, diminuindo a necessidade de investimento em marketing de sua empresa para conquistar clientes. "Acelerou em cinco anos em relação ao que esperávamos", afirma.

O médico Vander Cortese, fundador da startup Beep Saúde, de medicina em casa - Divulgação

A respeito da vacina para Covid-19, Corteze diz que o cenário ainda é nebuloso, mas acredita que o setor privado poderá aplicá-la no segundo semestre. Ele diz que a perspectiva de entrar nesse mercado não teve impacto importante no valor atribuído à startup na hora de negociar o investimento.

A empresa foi fundada em 2016. Inicialmente levou o apelido de "Uber dos médicos", por oferecer consulta em domicílio. A linha de negócios foi interrompida, mas Corteze diz que há interesse em retomar esse tipo de atendimento no futuro.

Apesar de ter nascido adotando o modelo frequente do mercado de startups em que a contratação é feita por aplicativo e o serviço é realizado por profissional autônomo, hoje a Beep Saúde trabalha com enfermeiros e motoristas contratados.

Corteze diz que adotou o modelo para dar mais qualidade e padronização no atendimento. "Não acredito em altíssimo nível de serviço sendo feito por free-lancers."

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