Top 10 de empresas do mundo vai ser outro em 2030, diz Lemann

Empresário participa de live organizada por estudantes brasileiros de Harvard e do MIT

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São Paulo

Para o empresário Jorge Paulo Lemann, da 3G Capital e o homem mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes, em 2030 a maioria das dez maiores empresas do mundo será de companhias que não fazem parte da lista neste momento.

“As novas empresas vão ser maioria. Algumas das empresas antigas vão sobreviver e se adaptar. Atualmente já é assim, as principais empresas são Google e Facebook, que não estavam no top 10. Isso vai continuar acontecendo”, disse, durante live promovida pela Brazil Conference at Harvard & MIT.

A conferência é realizada anualmente pela comunidade brasileira de estudantes em Boston para promover o encontro com líderes e representantes da diversidade do Brasil. São discutidos temas relacionados a política, economia, cultura e sociedade.

Jorge Paulo Lemann fala no Brazil Conference
Jorge Paulo Lemann fala no Brazil Conference - Reprodução Brazil Conference no youtube

O empresário Fabrício Bloisi, do iFood, também participou da conversa.

“Tivemos muitas disrupções tecnológicas no último século, com eletricidade, carros, telecomunicações, celular, tudo isso mudou. E tem mudado mais rápido ainda nos últimos tempos. Para empresas menores, é mais fácil inovar, mas esse é o desafio das grandes”, afirmou Bloisi.

Os empresários também falaram sobre a Tesla e a SpaceX, do multibilionário Elon Musk.

“Não sou o tipo de cara que vai dar uma volta no espaço. Mas a Tesla vale cada dia mais. A competitividade nos carros elétricos vai aumentar, e todo o mundo vai ter um carro elétrico, com certeza. Minha mulher investe na Tesla desde o princípio e não vou vender de jeito nenhum as minhas ações”, disse Lemann.

Lemann diz que se “incomoda um pouco” com empresas de tecnologia, que valem muito, mas que ainda não têm lucratividade.

“Sou da velha escola. Gosto de ver a coisa mais concreta. A Amazon mudou o mundo investindo em crescimento e hoje podem mostrar o lucro, enquanto outras empresas ainda não mostraram.”

Ele admite que esse pensamento pode ser geracional.

“Venho de uma geração que se concentrou em ganhar dinheiro, a nova geração tem preocupação maior com o mundo, com o meio ambiente. Eles vão contribuir para um mundo melhor, eles podem ganhar dinheiro e fazer deste um mundo melhor.”

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