Descrição de chapéu Guerra na Ucrânia Rússia

Petróleo dispara mais de 5% e chega a US$ 102 com guerra na Ucrânia

Barril de Brent se aproxima do valor máximo alcançado em 2014

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Londres | AFP e Reuters

O barril do tipo Brent, petróleo de referência na Europa, disparou mais de 5% nesta terça-feira (1º), devido à guerra na Ucrânia, que provoca temor dos investidores de rupturas no fornecimento russo de energia, após várias sanções ocidentais contra Moscou.

Às 8h55 de Brasília, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em maio subia 5,01%, a US$ 102,88, enquanto o WTI americano ganhava 3,83%, a US$ 99,58 o barril.

Posto de combustível em Frankfurt, na Alemanha, na última sexta-feira (25)
Posto de combustível em Frankfurt, na Alemanha, na última sexta-feira (25) - Armando Babani/Xinhua

O Brent se aproxima assim do valor máximo alcançado em 2014 na véspera de uma reunião importante de países da Opep e produtores que não integral o cartel, incluindo a Rússia.

Para tentar conter os preços, Estados membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar 60 milhões de barris de reservas de petróleo, segundo o ministro da Indústria do Japão.

Metade do volume virá dos EUA, disse Koichi Hagiuda a repórteres após uma reunião ministerial extraordinária dos 31 membros da agência, que representa principalmente nações industrializadas.

Fundada em 1974 como órgão fiscalizador da energia e com sede em Paris, a AIE define como um de seus principais papéis ajudar a "coordenar uma resposta coletiva a grandes interrupções no fornecimento de petróleo".

Os preços têm aumentado à medida que alguns compradores evitam barris russos, enquanto o fornecimento no mundo todo ficou mais apertado diante da alta da demanda, com a produção sofrendo para acompanhar.

Sanções geram desordem no comércio russo de petróleo, com navios sendo recusados

Produtores russos de petróleo estão adiando ofertas de vendas pela falta de compradores, com importadores na Europa e na Ásia rejeitando barcos russos em meio a sanções impostas a Moscou pela guerra contra a Ucrânia. Moscou classifica suas ações no país vizinho como uma "operação especial".

A petrolífera russa Surgutneftegaz adicionou 80 mil toneladas de petróleo dos Urais ao seu cronograma de embarques de março no porto de Novorossiisk no Mar Negro e ofereceu a carga em uma oferta pública, disseram traders, embora tentativas anteriores de vender cargas por meio de ofertas tenham falhado.

O governo da Malásia disse que um navio petroleiro com a bandeira russa, alvo de sanções dos EUA, não poderá fazer escala no porto de Kuala Linggi, evidenciando a pressão global para sufocar empresas ligadas a Moscou.

O fornecimento de energia da Rússia não é um alvo direto das sanções, mas há preocupações cada vez maiores de que as exportações de petróleo e gás sejam atingidas pela repercussão das restrições impostas a outros setores.

As empresas de energia BP e Shell abandonaram posições de múltiplos bilhões de dólares na Rússia, enquanto bancos, companhias aéreas, montadoras e outros cortaram remessas, encerraram parcerias e classificaram as ações de Moscou como inaceitáveis.

O monopólio russo de oleodutos Transneft planeja aumentar o fornecimento de óleo para 40,3 milhões de toneladas via sua rede em março, de 35,7 milhões de toneladas em fevereiro, segundo a agência de notícias RIA.

A Transneft, que lida com mais de 80% do total da produção de petróleo na Rússia, também planeja aumentar as remessas para a China este mês, por meio do oleoduto ESPO, para 2,48 milhões de toneladas, de 2,22 milhões de toneladas em fevereiro, segundo a agência de notícias TASS.

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