Brasil espera manifestações desta quarta (23) na Venezuela para calibrar reação

Governo quer avaliar apoio popular a Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional

Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, com apoiadores em Caracas no último dia 13
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, com apoiadores em Caracas no último dia 13 - Carlos Garcia Rawlins - 13.jan.19/Reuters
Luciana Coelho
Davos

O Brasil está disposto a apoiar uma mudança de regime para restituir a democracia na Venezuela desde que pela via institucional.

O governo espera, porém, as reações populares no país para calibrar sua ação. A Folha apurou com um integrante do governo que as manifestações desta quarta (23) no país serão um termômetro.

O Brasil tem mantido contato com a oposição venezuelana para estudar o melhor caminho de apoio. Um deles pode ser o reconhecimento do deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, majoritariamente opositora, como presidente.

No entanto, o governo espera para avaliar o apoio popular ao nome de Guaidó na Venezuela. Segundo um alto diplomata, é importante que a saída seja institucional.

O ato em Caracas nesta quarta, convocado pela Assembleia Nacional, sairá de diversos pontos da cidade e pedirá a renúncia de Maduro. As marchas coincidem com as comemorações do 61º ano da queda da ditadura militar no país. 

O PSUV, governista, realiza uma "marcha rival", e autoridades ameaçaram prender Guaidó.​  Os chavistas foram convocados para participar de uma marcha que sairá de três pontos de Caracas com o objetivo de defender o país de uma “ingerência estrangeira”. 

Guaidó disse à Folha no sábado (19) esperar que a marcha seja pacífica. Em 2017, uma onda de protestos contra a criação da Assembleia Constituinte tomou as ruas da capital por três meses, deixando 130 mortos.

Já na terça (22), manifestantes protestaram em ao manos 60 bairros populares ao redor do país, queimando latas de lixo e entrando em confronto com a polícia, segundo a agência Reuters. 

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