Nobel da Paz, ex-presidente da Costa Rica é acusado de abuso sexual

Oscar Arias nega ter abusado de médica e ativista em 2014

San José (Costa Rica)

Oscar Arias, 78, ex-presidente da Costa Rica e ganhador do prêmio Nobel da Paz, foi denunciado à Justiça pelo suposto abuso sexual de uma médica e ativista, afirmou nesta terça-feira (5) a imprensa local.

Arias, que foi duas vezes presidente do país caribenho, entre 1986 e 1990 e entre 2006 e 2010, negou a acusação.

O ex-presidente da Costa Rica Oscar durante evento em Cancún, em 2015
O ex-presidente da Costa Rica Oscar durante evento em Cancún, em 2015 - Victor Ruiz Garcia - 24.ago.15/Reuters

A denúncia afirma que Alexandra Arce von Herold sofreu o abuso em dezembro de 2014, durante uma visita à casa de Arias em San José. 

 

"Abri o folder, expliquei, e quando terminamos me levantei dando-lhe as costas. Então ele me agarrou por trás e tocou meus seios", afirmou a médica ao semanário Universidad.

Arce era chefe da filial costa-riquense de uma ONG internacional para a abolição das armas nucleares e havia visitado Arias para pedir apoio para sua campanha. 

Segundo ela, o episódio causou graves transtornos em sua vida e a obrigou a se afastar da direção da ONG.

"Com respeito às informações publicadas hoje [terça], devo dizer que rechaço categoricamente as acusações que me fazem. Nunca atuei em desrespeito à vontade de nenhuma mulher, menos ainda tratando-se de sua liberdade de relacionar-se com outra pessoa", afirmou Arias em comunicado divulgado pelo advogado do ex-presidente, Rodolfo Brenes. 

A denúncia ocorre em um momento em que Arias enfrenta acusações por prevaricação ao autorizar em 2008 um projeto de mineração posteriormente anulado pela Justiça.

Arias recebeu o Nobel da Paz em 1987 devido à intermediação num plano de paz para a América Central, que levou à assinatura de um acordo na Guatemala em agosto daquele ano.

AFP
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