Número de vítimas de massacre na Nova Zelândia sobe para 50

Uma morte foi confirmada na tarde na manhã de domingo (17)

A polícia da Nova Zelândia informou na manhã de domingo (17, tarde de sábado, 16, no horário de Brasília) a morte de mais uma vítima dos ataques a duas mesquitas em Christchurch ocorridos na sexta-feira (15).

No total, 50 pessoas morreram e outras cinquenta ficaram feridas —a última informação oficial contabilizava 40 feridos. 

O jornal New Zealand Herald conseguiu confirmar a identidade de 25 das vítimas, que teriam entre três e 71 anos de idade. ​

As duas mesquitas encontravam-se cheias no momento dos ataques —a sexta-feira é um dia sagrado para os muçulmanos, como o domingo para os cristãos e os sábados para os judeus.

Os corpos ainda não foram liberados para os familiares porque estão sendo analisados pela polícia, afirmou o comissário Mike Rush, que também informou que as autoridades trabalhavam para agilizar o processo ao máximo. 

Segundo o costume islâmico, o enterro deve ser feito em até 24 horas após a morte. 

O atirador, Brenton Harrison Tarrant, um australiano de 28, foi detido no dia dos ataques. Ele está preso e foi denunciado por homicídio, mas as autoridades afirmaram que ele pode ainda ser acusado de outros crimes nos próximos dias.

O comissário da polícia local, Mike Bush, confirmou que Tarrant realizou ambos os ataques contra as duas mesquitas —a suspeita era que poderia haver um segundo atirador. 

Não está descartada ainda a participação de outras pessoas, mas nenhum deles teria atirado nas vítimas e sim participado do planejamento da ação de alguma forma.

Tarrant transmitiu ao vivo o massacre pelo Facebook. As imagens mostram ele entrando na mesquita de Al Noor, no centro da cidade, e disparando contra os frequentadores —41 pessoas morreram no local.  

As forças policiais da Nova Zelândia realizam, desde a sexta, um patrulhamento em todas as mesquitas do país. Um porta-voz informou que essas operações serão mantidas até que se tenha certeza de que não há riscos de novos ataques. 

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, afirmou que entre as vítimas há crianças pequenas e pessoas de várias nacionalidades. Turquia, Malásia, Paquistão, Arábia Saudita e Indonésia foram os países citados por ela. 

Reuters
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