Massacre em mesquitas da Nova Zelândia vai virar filme

Diretor egípcio contará história de família afegã morta em ataques de Christchurch

Cannes (França) | AFP

O ataque a duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, em que um supremacista branco matou 51 pessoas em março, vai virar filme. O produtor egípcio Moez Masud anunciou nesta quarta-feira (15) que levará a história ao cinema.

 

O filme se chamará "Hello brother" (olá, irmão) —frase dita por um idoso afegão ao terrorista quando o recebeu na mesquita de Noor, antes de ser morto— e contará a história de uma família de refugiados que foge do Afeganistão para encontrar refúgio na Nova Zelândia, onde é vítima do massacre.

Policial com flores durante cerimônia em homenagem às vítimas do massacre em Christchurch, na Nova Zelândia
Policial com flores durante cerimônia em homenagem às vítimas do massacre em Christchurch, na Nova Zelândia - Zhu Qiping - 22.mar.19/Xinhua

"Em 15 de março, em Christchurch, o mundo inteiro testemunhou um crime contra a humanidade", disse Masud à revista Variety, em Cannes, durante o festival de cinema que começou na cidade francesa na terça.

"Hello brother" é "apenas uma etapa do processo de cura para que um dia possamos nos entender melhor e entender as causas profundas do ódio, do racismo, do supremacismo e do terrorismo", disse ele.

O massacre foi transmitido ao vivo durante 17 minutos pelo atirador na internet, que publicou um manifesto após o ataque, no qual chamou imigrantes de "invasores".

A Associação Muçulmana de Canterbury, região onde fica Christchurch, reagiu ao anúncio sobre o filme pedindo, no Facebook, respeito à dignidade e privacidade da comunidade.

Masud também é produtor de "Clash", sobre a queda do presidente egípcio islamita Mohamed Mursi em 2013.

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