Descrição de chapéu Governo Trump

Pentágono entrega mais US$ 1,5 bi para construção de muro na fronteira com o México

Montante é repassado após o próprio Pentágono ter disponibilizado US$ 1 bilhão em março

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com membros da alfândega enquanto percorre o muro na fronteira com o México, na Califórnia
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com membros da alfândega enquanto percorre o muro na fronteira com o México, na Califórnia - Saul Loeb - abr.19/AFP
Washington | AFP

O Pentágono anunciou nesta sexta-feira (10) a transferência de mais US$ 1,5 bilhão para a construção do muro entre os Estados Unidos e o México.

"Esta transferência de verba não afetará o treinamento militar ou os benefícios aos membros das Forças Armadas", disse o porta-voz do departamento de Defesa, Tom Crosson. 

"Os fundos foram obtidos de diversas fontes, incluindo redução de custos, alteração de programas e revisão de certos requisitos", revelou.

De acordo com Crosson, o Congresso foi notificado de que Patrick Shanahan, que será oficializado como secretário da Defesa, concordou em iniciar a substituição das barreiras existentes nas fronteiras de Arizona e Texas.

O montante será repassado após o próprio Pentágono ter disponibilizado US$ 1 bilhão em março passado. 

Frustrado com a negativa do Congresso em aprovar a verba para a construção do muro dentro do Orçamento nacional previsto para este ano, o presidente americano, Donald Trump, declarou em fevereiro situação de emergência nacional na fronteira. O plano de Trump com o posicionamento é obter cerca de US$ 6 bilhões do orçamento militar para as obras da barreira.

Em março, Shanahan já havia autorizado US$ 1 bilhão para a construção de 92 km de uma barreira de 5,5 metros de altura, melhorias da estrada paralela ao obstáculo e iluminação, respondendo assim à emergência de Trump.

O secretário disse também nesta sexta que parte do dinheiro veio de verbas não utilizadas no Afeganistão.

Trump já havia proposto como medida anti-imigração, além da construção do muro, o envio de imigrantes ilegais detidos para as chamadas “cidades santuários” —locais comandados por democratas que se opõem às políticas migratórias da Casa Branca.

Os problemas de imigração são um dos pontos centrais do governo Trump, que busca se cacifar para uma possível reeleição no ano que vem com o mesmo discurso nacionalista e protecionista que o levou à Presidência em 2016.

Somente em março deste ano, por exemplo, mais de 100 mil imigrantes ilegais foram levados sob custódia, reforçando a retórica do presidente de que há uma grave crise imigratória que precisa ser resolvida no país.

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