Descrição de chapéu Governo Trump

EUA expulsam dois membros da missão de Cuba na ONU

Governo Trump afirmou que cubanos tentaram realizar 'operações de influência'

Washington | Reuters

Os Estados Unidos decidiram expulsar dois membros da missão de Cuba na ONU dias antes da Assembleia Geral da organização, além de restringir viagens no território americano de outros diplomatas cubanos. 

"Isso aconteceu por causa de tentativas de conduzir operações de influência contra os EUA", afirmou o Departamento de Estado em um comunicado, sem dar detalhes sobre o que seriam as operações citadas.

Sede da ONU em Manhattan, Nova York
Sede da ONU em Manhattan, Nova York - Spencer Platt/Getty Images/AFP

Segundo o informe, a pasta notificou o ministério de Relações Exteriores de Cuba que os Estados Unidos "requerem a partida imediata de dois membros da missão permanente de Cuba junto às Nações Unidas por abusarem de seus privilégios de residência".

Outros diplomatas que integram a representação cubana foram proibidos de viajar para fora da ilha de Manhattan, em Nova York. 

A chancelaria americana afirmou ainda que considera sérias quaisquer ameaças contra a segurança nacional dos EUA e que o país continuaria a investigar outros colaboradores que possam estar "manipulando seus privilégios de residência". 

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, classificou a decisão como injustificada. 

"A expulsão [...] tem o objetivo de provocar uma escalada diplomática que levaria ao fechamento das embaixadas [dos EUA e de Cuba], ao endurecimento do embargo [à ilha] e à criação de tensões entre os dois países", escreveu em uma rede social. 

O governo do presidente americano, Donald Trump, tem aumentado a pressão sobre Cuba, revertendo a aproximação promovida por seu antecessor, Barack Obama (2009-2017). Washington também desaprova o apoio dado por Havana à ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela. 

Nos termos do "acordo de sede" de 1947 entre a ONU e os EUA, o país é responsável por permitir acesso de diplomatas estrangeiros aos escritórios da organização internacional. Mas Washington afirma que pode negar vistos por questões de "segurança, terrorismo e política externa", embora essa exceção só possa ser utilizada de forma restrita. 

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