Facebook e WhatsApp terão de repassar mensagens para polícia do Reino Unido, prevê acordo

Acerto com governo dos EUA prevê que empresas americanas tenham de colaborar com investigadores

São Paulo

Empresas de tecnologia americanas como Facebook e WhatsApp terão de entregar mensagens compartilhadas entre seus usuários para a polícia do Reino Unido quando forem solicitadas, prevê um acordo que está sendo negociado entre o país e os EUA. 

As informações sobre a tratativa foram reveladas pelo jornal The Times e pela agência Bloomberg.

O acordo, que deve ser fechado no próximo mês entre os dois países, obrigará as companhias que controlam redes sociais a dar informações que ajudem a desvendar casos de crimes como pedofilia e terrorismo.

Logo do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp em tela de celular
Logo do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp em tela de celular - Thomas White/Reuters

Pelo termo, polícia, promotores e serviços de segurança poderão fazer pedidos de informações para um juiz ou outra autoridade. O tratado também vale para empresas britânicas que prestam serviço nos EUA. 

 

Por outro lado, o pacto impede que autoridades dos EUA investiguem cidadãos britânicos —e vice-versa.

Empresas do Reino Unido não serão obrigadas a dar informações em casos passíveis de gerar pena de morte, prática proibida pelas leis inglesas.

O governo britânico pressiona empresas de tecnologia para que criem "portas dos fundos", por onde os governos poderiam entrar e obter dados de conversas e informações de usuários. 

"Nos opomos a tentativas governamentais de construir portas dos fundos porque elas vão minar a privacidade e a segurança de nossos usuários em todos os lugares", disse o Facebook, em comunicado.

"As companhias podem prover as informações disponíveis quando receberem pedidos legais válidos sem que seja preciso construir essas portas."

O WhatsApp possui um sistema de criptografia ponto a ponto, que reforça a privacidade das mensagens.

O Facebook anunciou planos de levar essa tecnologia também para o Messenger. Governos temem que isso dificulte ainda mais as investigações. 

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.