'Política externa tem olhos postos em primeiro lugar no Brasil', diz Bolsonaro

Presidente defendeu importância do bloco que une o país a China, Rússia, Índia e África do Sul

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que a política externa do seu governo "tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil". 

A declaração ocorreu durante a 11ª cúpula do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Brasília.

Os presidentes de Rússia, Vladimir Putin, e Brasil, Jair Bolsonaro, durante encontro do Brics em Brasília
Os presidentes de Rússia, Vladimir Putin, e Brasil, Jair Bolsonaro, durante encontro do Brics em Brasília - Adriano Machado/Reuters

"A política externa do meu governo tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil. Para estar em sintonia com as necessidades da nossa sociedade, ajudar a ampliar o bem estar dos nossos cidadãos", disse o presidente.

"Sob a forma de avanços em ciência, tecnologia e inovação, de mais e melhores empregos, mais renda, melhor sistema de saúde pública. Tudo mais que faça diferença para melhorar o cotidiano de todos."

Viajaram a Brasília para participar da cúpula os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), além do premiê Narendra Modi (Índia) e do dirigente da China, Xi Jinping. 

O Brasil manteve neste ano a presidência do Brics, tarefa que em 2020 caberá à Rússia.

Apesar da defesa por uma política externa "que tenha os olhos postos em primeiro lugar no Brasil", algo que lembra o lema "os EUA primeiro", do presidente Donald Trump, Bolsonaro fez uma defesa enfática da relevância do Brics durante sua fala. 

Ele disse que o bloco criado há mais de dez anos, em meio a uma grave crise internacional, desde então tornou "evidente a importância das economias emergentes para a vitalidade da economia mundial". 

"Hoje a relevância econômica do Brics é ainda mais inquestionável e seguirá crescendo nas próximas décadas. A sua pujança no plano econômico, junto à diversidade, à criatividade e ao vigor das nossas sociedades e povos. Esses valiosos ativos constituem a matéria-prima para proveitosa cooperação dos nossos países", pontuou. 

Bolsonaro também afirmou que o Brasil e os demais países do bloco coincidem na defesa de uma "governança global mais inclusiva". 

Na quarta-feira (13), em eventos que ocorreram durante a cúpula, os demais chefes de governo e suas delegações defenderam o sistema multilateral. 

A China, por exemplo, fez um apelo pela defesa das regras de comércio internacional. 

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