Descrição de chapéu Venezuela

Guaidó se encontrou na Casa Branca com chefe de operação de sequestro, diz Maduro

Ditador volta a afirmar que tentativa de tirá-lo do poder foi ordenada por Trump

Caracas | AFP

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira (13) que o autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, reuniu-se com o mercenário Jordan Goudreau para planejar um ataque marítimo fracassado no país do Caribe.

O americano é o fundador da Silvercorp USA, empresa de segurança e defesa privada que está por trás de uma operação que tentou sequestrar o líder chavista. Goudreau serviu nas forças especiais do Exército americano durante as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Segundo Maduro, a tentativa de sequestro foi ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Em imagem divulgada pelo governo Maduro, soldados venezuelanos escoltam suspeito de integrar operação contra o regime - Governo da Venezuela via Reuters

O ditador afirmou que "seria muito fácil verificar" a presença de Goudreau na Casa Branca entre 2019 e 2020 e "em que sala ele se encontrou com Guaidó", oposicionista reconhecido pelos EUA e mais de 50 países como presidente interino da Venezuela.

Goudreau, nessa reunião, foi "confirmado como chefe militar" de uma invasão frustrada que o regime sul-americano disse ter interceptado em 3 e 4 de maio nas cidades costeiras de Macuto e Chuao (norte), disse o ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, na terça-feira (12).

O encontro, segundo Rodríguez, ocorreu em um momento em que Guaidó, contornando a proibição de deixar o país, estava em uma turnê por Colômbia, Europa, Canadá e Estados Unidos, onde foi recebido pelo presidente Trump.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, é recebido com honras na Casa Branca pelo presidente americano, Donald Trump
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, é recebido com honras na Casa Branca pelo presidente americano, Donald Trump - Kevin Lamarque/Reuters

As alegações são baseadas em um vídeo, não divulgado, no qual o capitão dissidente Antonio Sequea, detido devido ao ataque, fala sobre a suposta reunião na Casa Branca.

Sequea fazia parte de umgrupo de 30 militares que participaram de uma insurreição frustrada contra Maduro em 30 de abril de 2019, liderada por Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, de maioria opositora.

Segundo o regime venezuelano, Guaidó assinou um contrato com a Silvercorp USA para realizar a incursão que buscava a "captura, prisão e remoção" de Maduro e a instalação do opositor à frente do governo.

Guaidó, que inicialmente chamou o contrato de falso, disse na sexta-feira (8) que o governo chavista está buscando desculpas para detê-lo.

Trump negou a suposta conspiração, afirmando que, se os Estados Unidos fossem "fazer algo com a Venezuela, não seria desse jeito". "Seria um pouco diferente. Seria chamado de invasão.”

A Venezuela realizou 50 prisões por conta da operação, segundo autoridades, incluindo os ex-militares americanos Luke Alexander Denman, 34, e Airan Berry, 41, sob acusações de terrorismo.

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