Descrição de chapéu Eleições EUA 2020

Kanye West diz que vai concorrer à Presidência dos EUA

Cantor não deixou claro se preencheu algum documento oficial para participar das eleições

Washington | Reuters

O rapper americano Kanye West, defensor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (4) que vai se candidatar à Presidência em 2020, em um aparente desafio ao republicano e a seu rival democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden.

"Agora precisamos cumprir a promessa da América confiando em Deus, unificando nossa visão e construindo nosso futuro. Estou concorrendo à Presidência dos Estados Unidos", escreveu West em um post no Twitter, acrescentando um emoji de bandeira americana e a hashtag "#2020VISION".

O rapper não disse se está filiado a algum partido, e o prazo para adicionar candidatos independentes às cédulas ainda não terminou em alguns estados americanos.

Para concorrer como candidato independente, West precisa reunir um número de assinaturas de apoio —a quantidade exata varia conforme o estado.

Esta não é a primeira vez que ele anuncia uma suposta candidatura à Presidência. Em 2015, durante cerimônia de premiação do MTV Video Music Awards, disse que seria candidato nas eleições de 2020. Em novembro do ano passado, porém, adiou a data e disse que só concorreria mesmo em 2024.

Rapper Kanye West usa boné com slogan de campanha de Trump durante visita à Casa Branca, em 2018 - Kevin Lamarque - 11.out.18/Reuters

Acompanhado da esposa, Kim Kardashian, o rapper visitou Trump na Casa Branca em 2018.

West fez um discurso cheio de palavrões e disse que usar um boné com o slogan de campanha do republicano —Make America Great Again (faça a América grande novamente)— o fazia se sentir "como o Super-Homem". "Eu amo esse cara aqui", disse, ao abraçar o presidente.

Na ocasião, o rapper também rejeitou a ideia de que afro-americanos são, predominantemente, eleitores do Partido Democrata, de oposição a Trump. "As pessoas esperam que, se você for negro, você tem que ser democrata."

West já brigou publicamente para que seu nome aparecesse na lista de bilionários da revista Forbes e disse que era, "inquestionavelmente, o maior artista de todos os tempos".

No início de junho, demonstrou apoio ao movimento "Black Lives Matter" (vidas negras importam), que costuma ser alvo de críticas de Trump.

Segundo a rede americana CNN, o cantor fez uma doação de US$ 2 milhões (R$ 10,6 milhões) para as famílias de George Floyd, homem negro assassinado por um policial branco em Minneapolis, e de Ahmaud Arbery, jovem negro morto em fevereiro enquanto praticava corrida na cidade de Brunswick, na Geórgia.

West também anunciou que vai pagar as mensalidades da faculdade de Gianna, filha de 6 anos de Floyd.

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