Descrição de chapéu áfrica

Barco afunda no Senegal, e 140 morrem no naufrágio de imigrantes mais letal do ano

Embarcação com 200 pessoas que tentavam chegar às ilhas Canárias pegou fogo antes de submergir

Bruxelas

Ao menos 140 pessoas morreram afogadas no mais letal acidente com imigrantes deste ano, na costa do Senegal, segundo a OIM (agência da ONU para imigrações).

O barco, com cerca de 200 pessoas a bordo, pegou fogo e virou perto de Saint-Louis, na costa noroeste do país africano. Os imigrantes tentavam chegar às ilhas Canárias, arquipélago espanhol que fica na altura do litoral marroquino.

Segundo a OIM, pescadores e embarcações das marinhas senegalesa e espanhola resgataram 59 pessoas e recuperaram os restos mortais de outras 20.

O acidente se segue a quatro outros naufrágios registrados no Mediterrâneo na semana passada e um no canal da Mancha, que matou um casal e dois de seus filhos, de 9 e 5 anos —um bebê ainda está desaparecido.

Imigrantes resgatados de vários barcos nas ilhas Canárias, arquipélago espanhol que fica na costa africana - Desiree Martin - 25.out.2020/AFP

“Apelamos à unidade entre governos, parceiros e a comunidade internacional para desmantelar as redes de tráfico e contrabando que tiram partido da juventude desesperada”, disse Bakary Doumbia, chefe da missão da OIM no Senegal.

Há um mês, a Comissão Europeia (Poder Executivo do bloco) apresentou sua proposta de nova política de imigração para a UE, que tem como um dos pilares combater os coiotes que cobram pelo transporte ilegais de imigrantes.

Segundo a agência da ONU, o número de embarcações de imigrantes que deixam o oeste da África Ocidental em direção às Ilhas Canárias aumentou muito neste ano. A estimativa é de 11 mil chegadas ao arquipélago espanhol neste ano, quatro vezes as 2.557 do mesmo período do ano passado.

Somente em setembro, 14 barcos transportando 663 migrantes deixaram o Senegal para o arquipélago espanhol. A OIM diz que ao menos um quarto das viagens é interrompido por naufrágio ou algum outro incidente.

Com esse caso recente, são ao menos 414 as pessoas que morreram ao longo dessa rota desde janeiro, de acordo com o Projeto de Migrantes Desaparecidos. No ano passado, foram 210 mortes.

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