Eurodeputado conservador da Hungria é preso após participar de orgia em Bruxelas

József Szájer é um fundadores do partido de extrema direita Fidesz e aliado de Orbán

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São Paulo

O eurodeputado húngaro József Szájer, do partido de extrema direita Fidesz e aliado do primeiro-ministro Viktor Orbán, foi preso na sexta-feira (27), em Bruxelas, após participar de uma orgia enquanto a cidade adota medidas restritas de isolamento para conter uma nova alta de casos de Covid-19.

Às 21h30, meia hora antes do toque de recolher, a polícia entrou no primeiro andar de um prédio próximo à Grand Place, um dos mais importantes pontos turísticos da cidade. De acordo com o jornal La Dernière Heure, os oficiais encontraram 25 pessoas, a maioria homens e muitos dos quais sem roupa.

Estavam presentes diplomatas e políticos, e a polícia encontrou drogas no local.

József Szájer usa terno e fala em um púlpito
József Szájer discursa durante campanha de seu partido, Fidesz - Bernadett Szabo - abr.19/Reuters

Segundo os relatos, Szájer tentou escapar, mas foi impedido pelos policiais. Os presentes foram interrogados e multados por não cumprirem as normas de confinamento da cidade, sede de instituições da União Europeia.

Em Bruxelas, as medidas seguem bastante restritivas. Bares e restaurantes estão fechados e, no comércio, as pessoas devem fazer compras sozinhas, sem acompanhante, além de não poderem permanecer por mais de 30 minutos dentro dos estabelecimentos.

Na véspera de Natal, o toque de recolher será adiado para meia-noite. As famílias podem convidar uma pessoa extra para celebrar o Natal, enquanto quem mora sozinho pode receber até duas pessoas.

Szájer ocupou uma cadeira na Assembleia Nacional da Hungria entre 1990 e 2004, quando foi eleito para o Parlamento Europeu. Ele é casado desde 1982 com a jurista Tünde Handó, com quem tem uma filha.

Ele havia renunciado repentinamente a seu assento no Parlamento da União Europeia no domingo (29), mas admitiu nesta terça-feira (1º) que era um dos participantes da orgia em Bruxelas.

"Não usei drogas, ofereci-me aos policiais para fazer um teste, mas eles não quiseram. A polícia disse ter encontrado pílulas de ecstasy, mas não eram minhas. Não sei quem as colocou ali nem como. Sinto muito por ter violado as regras sobre reuniões, foi algo irresponsável da minha parte", disse à imprensa local.

“Peço desculpas à minha família, aos meus colegas e aos meus eleitores. Esse passo em falso foi estritamente pessoal, sou o único responsável por isso. Peço a todos que não o estendam à minha pátria ou à minha comunidade política", acrescentou.

Szájer é um dos fundadores do ultraconservador Fidesz, partido do primeiro-ministro Orbán, que tem discurso nacionalista e contra a população LGBT.

Em maio, o partido ajudou a aprovar uma lei que substitui a categoria de "sexo" no registro civil por "sexo atribuído em nascimento", definido como "sexo biológico baseado em características sexuais primárias e cromossomos". Na prática, impede que transgêneros possam alterar seus documentos.

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