Bolsonaro não cumpriu promessas e 'fraquejou' no combate à corrupção, diz leitor

Aposentadoria única e investigações sobre filho e laranjas do PSL são vistas como demérito à imagem do presidente

Pesquisa Datafolha
Bolsonaro prometeu aposentadoria única e não cumpriu (“Avaliação do governo sobe na economia e cai no combate à corrupção, diz Datafolha”, Poder, 8/12). Ao contrário, aumentou privilégios dos militares. Prometeu combater a corrupção e, quando apareceu o nome do filho, “fraquejou”. Gasta o tempo criando casos e batendo boca. Dá para entender por que foi convidado a sair da carreira militar aos 33 anos, quando se aposentou como capitão e com só dez anos de serviço. Seus eleitores sabiam disso ou deveriam saber. Não adianta reclamar. 
José Vanzo (Franca, SP)

Os pobres que ajudaram a eleger o governo sentirão na carne consequências da economia que cresce para banqueiro e empresário e retira direitos dos trabalhadores (“Reação da economia freia perda de popularidade de Bolsonaro”, Poder, 8/12).
Mateus Sá (Goiânia, GO)

É desonestidade: o combate à corrupção tem sido prejudicado por Congresso e STF. O que o Executivo teria a ver com isso, se suas propostas são recusadas ou deformadas na Câmara, no Senado e no STF?
João Carlos Moreno (Presidente Prudente, SP)


Funcionalismo público
Se o Ipea diz, o Executivo ganhou 6 milhões de cargos em três décadas. Dobrou o número de funcionários (2,22 vezes). A mesma estatística diz que o Legislativo aumentou em 5,392 vezes seus funcionários, e o Judiciário, 6,152 vezes. Quanto desse aumento foi só para a mordomia dos cargos de chefia? A percepção do povo é que nenhum serviço público melhorou, exceto pela parca informatização de alguns serviços  (“Poder Executivo ganhou mais de 6 milhões de cargos públicos em 3 décadas, diz Ipea”, Mercado, 7/12). 
Antonio Carlos Nobiling Schnitzlein (São Paulo, SP)

Motorista do Poder Judiciário e do Legislativo ganha R$ 12 mil, e professora do Poder Executivo ganha R$ 2.000. Esses ministros precisam ver a situação dos servidores do Executivo. Quanto pagam para os servidores puxarem suas cadeiras?
Arthur da Silva Costa (Salvador, BA)

Das três esferas, o serviço público municipal é de longe o pior. E é o de que o cidadão mais precisa. 
Carlos Rogério de Mello (Lavras, MG)

Para o cidadão, o que importa é o custo do funcionalismo e eventuais excessos quantitativos —sem falar na saudável rejeição à proliferação de cargos de livre nomeação. O que é igualmente importante são as graves diferenças de remuneração entre categorias de servidores e entre os Poderes. A relutância à reforma administrativa tem a ver com essa “caixa de Pandora”.
Ayer Campos (Brasília, DF)


Polarização na cultura
Só Regina Duarte não viu que apoiar Bolsonaro ia gerar um prejuízo cultural para o Brasil (Mônica Bergamo, Ilustrada, 17/12).
Walter Barretto Jr. (Salvador, BA)

Neste tempo de obscurantismo cruel, é preciso exercitar a troca e escuta de opiniões divergentes, pois estamos ficando cada vez mais calados e receosos no dia a dia. E a arte talvez seja o mais agradável  exercício, só que tem de partir de cada um, sem referências ao poder instituído, este, sim, prejudicial.
Maria Valderez Mendes (Matão, SP)


Collor
Vocês, da Folha, acreditam mesmo nessa história (“30 nos depois, Collor afirma que desconhecia invasão da PF à Folha”, Poder, 8/12)? Uma pessoa egoísta e hipócrita que explora o pobre povo alagoano!
Rogerio Barletta de Campos (Guaratinguetá, SP)

Agentes da Polícia Federal, armados, deixam o prédio da Folha, após invasão em março de 1990, realizada sob pretexto de análise contábil
Agentes da Polícia Federal, armados, deixam o prédio da Folha, após invasão em março de 1990, realizada sob pretexto de análise contábil - Jorge Araújo 23.mar.1990/Folhapress

Amnésia seletiva?
Marcio Gio (São Paulo, SP)


Cruzeiro rebaixado
Rebaixado o Cruzeiro de Zezé Perrella, o torcedor deve estar se sentindo como se um peso de meia tonelada tivesse caído sobre a sua cabeça (“Cruzeiro cai pela 1ª vez em meio a crises técnica e financeira”, Esporte). Seja forte, cruzeirense! Como diz a canção: levanta, sacode o pó e dá a volta por cima.
Celso Balloti (São Paulo, SP)


Fundo eleitoral 
O aumento do fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões demonstra patifaria com a população diante da pós-crise econômica. Houve vazamento de óleo no Nordeste, a educação teve resultado negativo no Pisa e agora o aumento abusivo do preço da carne. E o Congresso demonstra preocupação com o financiamento eleitoral. Deveriam defender o povo, não seus próprios interesses.
Darley Servalho (Niterói, RJ)


Regime previdenciário
A lei de reestruturação da carreira militar não pode ter manchado  a revisão geral de aposentadorias de civis, porque os militares nunca participaram de regime previdenciário e continuam não pertencendo, como na recente lei aprovada no Congresso (Editoriais, “Mancha na reforma”, 7/12). Os militares gozam, constitucionalmente, de direitos e deveres específicos e não podem ser equiparados com as demais categorias na sociedade.
Paulo Marcos Gomes Lustoza, capitão de mar e guerra reformado (Rio de Janeiro, RJ)


Ambiente
A violência contra povos indígenas é uma marca deste governo, além do fracasso na questão ambiental.  Até quando teremos mortes (“Medo força saída de ‘guardiões da floresta’ de terra indígena”, Poder, 7/12)?
Renata A. Melki de Souza (São Paulo, SP)


Colunistas
Seria maravilhoso se Bolsonaro, Weintraub, Damares, Moro, Guedes e Ricardo Salles tivessem o olhar profundo de Drauzio Varella sobre o país (“Rio Negro”, Ilustrada, 8/12). Um único parágrafo do artigo “Rio Negro” provavelmente contém mais conhecimento sobre a floresta amazônica do que o ministro do Meio Ambiente obteve em toda sua vida.
Alceu de Andrade Martins (Carlópolis, PR)

Ilustração de um rio que cruza uma densa floresta. No reflexo da água, nuvens e um avião no céu
Ilustração da coluna Drauzio Varella de 8 de dezembro de 2019 - Líbero

Sobre a charge de Cláudio Mor (Opinião, 6/12), “o grande irmão zela por ti” desde que não sejam: “quase todos pretos. Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres. E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos”. A letra de Caetano Veloso reflete ilustra versão piorada da obra de Orwell, pois em nosso “1984” a distopia é real.
Cassio Antônio Leardini (Mauá, SP)

Charge de Claudio Mor, publicada na Folha no dia 06 de dezembro 2019 traz dois cenários.No primeiro, um policial militar em uma esquina, encostado na parede, com expressão de raiva. Na sua mão direita um cassetete. Sobre ele, o balão de fala: “tá olhando o quê?”.”O seu abuso”, responde um grande olho castanho localizado na esquina, na altura da cabeça do policial. No segundo quadro, o mesmo policial questiona: “que abuso?”.”Nenhum, senhor”, responde o olho, que está  roxo, entreaberto e com expressão amedrontada.
Charge de Claudio Mor, publicada na Folha no dia 6 de dezembro 2019. - Claudio Mor

O texto “Veja a evolução do Brasil no Pisa desde 2000” (Cotidiano, 4/12) mostrou que, em 2000, ocupávamos a posição 37 e, em 2009, caíamos para a 53 e, em 2019, atingimos 57. Fernando Haddad (“Pisa”, Opinião, 7/12) diz que o Brasil foi um dos países que mais evoluíram no Pisa entre 2000 e 2009. Realmente existem dois Brasis diferentes.
Cesar Antonio Dias (Florianópolis, SC)

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